Fazenda de Corumbá aparece na “lista suja” do trabalho escravo

A Fazenda Boqueirão, localizada no município de Corumbá, no Pantanal, é mais uma propriedade rural sul-mato-grossense a fazer parte da chamada “lista suja” do trabalho escravo. A fazenda, que tem como empregador Josias Rosa Guimarães, foi incluída na versão atualizada da lista, divulgada nesta sexta-feira (5) pelo Ministério do Trabalho.

De acordo com o MTE ao Campo Grade News, fiscalização feita no ano passado na Fazenda Boqueirão encontrou dois trabalhadores em condições análogas à escravidão. As irregularidades não são detalhadas na lista. No dia 24 de maio deste ano a fazenda foi incluída na lista, divulgada hoje. O jornal não conseguiu contato com representantes da fazenda.

Outras três fazendas já faziam parte da lista suja. A Fazenda Baía do Cambará Redondo, também no município de Corumbá, de propriedade de Gregório da Costa Soares, tinha sido incluída em outubro do ano passado.

Ainda de acordo com o jornal, os outros dois empregadores são de Dourados e de Aquidauana. A Prestadora de Serviços e Comércio de Madeiras Benites, razão social da Fazenda Santo Antônio, localizada no município de Dourados, mantinha quatro trabalhadores em condição de escravidão. O flagrante ocorreu em 2014.

Já o empregador Edvaldo Zagatto, da Fazenda São Luís, no município de Aquidauana, mantinha seis funcionários em condições consideradas análogas à escravidão, segundo comprovou a fiscalização feita em 2016. Essa fazenda foi incluída em maio do ano passado.

A lista – A versão atualizada da lista suja tem 209 empresas citadas. São 50 nomes que não figuravam no cadastro anterior. Entre 2005 e este ano, 2.879 funcionários foram submetidos por seus empregadores a exercer atividades laborativas sob condições degradantes e desumanas.

De acordo com a Agência Brasil, entre as companhias flagradas pelos auditores fiscais do trabalho estão a Spal Indústria Brasileira de Bebidas S.A, fabricante da Coca-Cola, e o grupo empresarial do setor têxtil Via Veneto, detentor de marcas de grife como a Brooksfield e a Harry’s, dono uma rede de lojas no país.

Foto: Arquivo/Campo Grande News