A Associação Comercial de São Paulo e outras entidades estiveram ontem no Congresso entregando documento contra o aumento de impostos e, principalmente, a mudança na sistemática de cálculo do PIS/Cofins. Para as entidades, a mudança poderá aumentar a tributação sobre o setor de serviços. O documento diz que “ao mudar a incidência sobre valor adicionado, dependendo da alíquota que for estabelecida, provocará aumento da tributação para o setor de serviços, que se tornará ainda mais insuportável, iniviabilizando milhares de empresas e empregos”. Para o setor, conforme o documento, “ao invés da propalada simplificação, a medida ampliará ainda mais a complexidade e os custos da asfixiante burocracia”.

Os empresários foram recebidos pelo presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que recebeu o documento. O manifesto foi assinado por 35 grandes entidades e federações, representando mil entidades do setor.

AUMENTO DA ARRECAÇÃO

Renan disse que o princípio da neutralidade deve ser utilizado nas mudanças na cobrança do PIS/Cofins que o governo já anunciou como medida do novo ajuste fiscal.

— A reforma do PIS/Cofins precisa ser feita para melhorar os impostos, mas ela tem que guardar a neutralidade. Ela não pode ser feita pensando em aumentar a arrecadação _ disse ele.

— Qualquer reforma de imposto, e é preciso melhorar os impostos no Brasil, desburocratizar, facilitar o investimento, deve ser feita, mas com neutralidade — disse Renan.

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Marinho e Fernando Camilo Assistente Sindical da Fecomércio um defensor dos empresários.