Dois homens que se passavam por funcionários do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) e da empresa Gerdau foram presos e apresentados pela Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco), em Campo Grande, na tarde desta sexta-feira (25). A dupla aplicou o chamado “Golpe do Ferro”, onde recebiam dinheiro em troca de um carregamento de barras de ferro, que nunca existiram. As vítimas eram empresários de Coxim e São Gabriel do Oeste e foram lesadas em R$ 48 mil.

Thiago Henrique Anício (30) e Ademir Cândido de Jesus (62) foram presos no último dia 19 deste mês no bairro Nova Lima, após retornarem do Estado de Goiás, onde tentaram aplicar um golpe em uma nova vítima.

Conforme as investigações da Deco, Thiago se passando por um funcionário do DNIT entrou em contato com os comerciantes e prometeu vender 20 toneladas de ferro por R$ 48 mil, de sobra de estoque da Gerdau, por isso com um preço atrativo.  O falsário, em um encontro em Campo Grande, levou as vítimas até o pátio da empresa, onde havia um caminhão sendo carregado e que após o carregamento, seria a carga combinada na venda. Após dar mais credibilidade ao golpe, Thiago levou os empresários até o suposto escritório da empresa, na região do Horto Florestal. No local, encontraram com Ademir Cândido vestido de terno, que pegou o dinheiro e já entregaria a nota para os compradores, e que retornaria. Thiago por sua vez disse que ia ao banheiro e não retornou.

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As vítimas, depois de 20 minutos, estranharam o movimento do local e perceberam várias pessoas com jalecos brancos. Segundo a delegada Ana Cláudia Medina, titular da Deco, após pagamentos de R$ 48 mil, as vítimas só então perceberam que caíram em um golpe. “Ao perceber várias pessoas de branco naquele lugar, as vítimas decidiram perguntar, foi quando constataram que ali era um posto de saúde”, contou.

De acordo com a Deco, Ademir já foi preso em 2010 pelo mesmo crime. Os dois vão responder por estelionato e associação criminosa, e mais dois integrantes da quadrinha já foram identificados e já tiveram a prisão preventiva pela Justiça.