por Renata Andrade

O bloqueio judicial das contas da Prefeitura em favor de uma ação movida pelo consórcio CG Solurb, empresa responsável pela coleta de lixo da Capital, prejudica as finanças da cidade. Até o momento, foram bloqueados R$ 8.297.718,37 dos cofres municipais, sendo que R$ 4 milhões deste total já foram transferidos pela Justiça para a Solurb. Além do valor bloqueado, outros R$ 6,2 milhões foram utilizados para pagamento dos salários dos funcionários da empresa, via depósito judicial. Ao todo, de setembro e novembro, R$ 14,5 milhões dos recursos da cidade foram, de alguma forma, prejudicando os servidores municipais.

Segundo a Secretaria de Planejamento, Finanças e Controle, os recursos bloqueados interferem diretamente no pagamento de salários e benefícios como vale-alimentação. O pagamento do vale, de aproximadamente R$ 3 milhões e que geralmente é realizado nos primeiros dias do mês, teve que ser transferido para essa quinta-feira (12), devido ao bloqueio. Outras contas terão suas datas reprogramadas para serem pagas.

A administração municipal montou uma comissão para analisar as notas fiscais emitidas pela Solurb e confirmar se o alto valor cobrado corresponde a serviços que foram realmente prestados. Existem algumas divergências que precisam ser verificadas, como a cobrança mensal da pintura de mais de 250 km de meio-fio, incineração de 10 toneladas de animais de pequeno porte, entre outros, cuja prestação dos serviços não foi comprovada pela empresa.

Conforme a prefeitura, as medidas adotadas pelo executivo visam proteger o patrimônio público.

Foto: Warren Nabuco