Canaa dos Carajas, 01 de junho de 2016 Retrato de Neiva Guedes, pesquisadora e idealizadora do projeto Arara Azul, em visita a ninhos das aves em arvore Axixa, encontrados na regiao de Canaa dos Carajas. A visita faz parte do lancamento do livro Arara Azul Carajas, que documentou os hábitos e costumes das diversas espécies de Arara Azul encontradas na regiao de Carajas. Foto: Bruno Magalhaes / NITRO

 

A presidente do Instituto Arara Azul, doutora Neiva Guedes, é uma das condutoras da Tocha Olímpica em Mato Grosso do Sul, neste domingo. Depois de passar a noite do dia 25 em Campo Grande, o objeto símbolo dos jogos olímpicos segue para Dourados, passando por Sidrolândia, Maracaju, Rio Brilhante e Itaporã.

Quando chegar a Rio Brilhante, cidade há 165km da capital, a bióloga receberá a tocha em mãos, representando a importância de seu trabalho na preservação de espécies realizado há mais de 26 anos. “É um privilégio muito grande ser uma das condutoras da Tocha Olímpica, pois ela simboliza a paz e a união entre os povos e espero que a minha participação também simbolize a conservação da natureza e da biodiversidade para todos”, afirma.

A dedicação de Neiva à arara-azul rendeu uma conquista ao país, a espécie mudou de status na lista nacional de animais em extinção, de acordo com documento realizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e apresentado pelo Ministério do Meio Ambiente. Com o apoio de importantes parceiros, o Projeto Arara Azul se consolidou internacionalmente pela promoção de estudos da biologia e as relações ecológicas desta espécie e de manejo e conservação em ambiente natural, tornando-se um dos mais importantes e reconhecidos trabalhos de conservação da biodiversidade do Pantanal Sul-mato-grossense no mundo. Em 2003, o projeto deu origem ao Instituto Arara Azul, que recebe pesquisadores de todo o mundo e já recebeu diversos prêmios e condecorações.  (Com informações Assessoria)