O JNE Diário veiculou matéria na última semana quanto a decisão dos servidores públicos municipais em adiar o movimento de greve diante do protocolo de ofício com data errada redigido pelo SIMPRECAM.
A alegação da comissão foi a de que a paralização poderia ser questionada na justiça que poderia entender que o movimento seria ilegal diante desse erro por parte do Sindicato que, oficialmente, representa a categoria.
A decisão para a paralização havia sido tomada diante dos constantes atrasos da folha de pagamento do municípios e de que a lei seja cumprida e que o município pague até o quinto dia útil 100% do pagamento da classe e que seja discutido, antes do pleito eleitoral, a reposição salarial de 11,36%, com valores retroativos a janeiro/2016, data base da categoria. Outra situação questionada, é quanto às condições de trabalho do Conselho Tutelar do município, que segundo Eveline, membro da Comissão estaria caótica.
O advogado do SIMPRECAM, Dr. Rafael Dauria, enviou nota ao JNE Diário onde desmente a justificativa da Comissão, nela o Sindicato acusa os servidores de ter ‘memória curta’ e faz uma retrospectiva, em três laudas, da atuação da atual gestão.
Em outro trecho a diretoria justifica que o erro no ofício não teria sido uma das causas da postergação da greve, “Quanto ao oficio em que o SINPRECAM cometeu um “erro grotesco e proposital” como diz a nota da Comissão que não assinou o presente documento, portando-se sem ética e descomprometida com a realidade, foi esclarecido em Assembleia que quando a Diretoria tomou conhecimento do equívoco, este iria ser corrigido em tempo hábil, até mesmo porque, a data estando errada, o dia da semana estava certo, pois não existe 29 de setembro de 2016, sexta- feira. De duas uma: ou a data estaria errada ou o dia”.
O SIMPRECAM também acusa a comissão em agir a revelia da direção, “No dia vinte e dois do presente mês, esgotado junto ao Prefeito Municipal todos os prazos e diálogos, o SINPRECAM entrou na justiça exigindo que a Lei n° 2297/2013 e o artigo 37, X, da Constituição Federal, fossem cumpridos e que a reposição salarial fosse pago o quanto antes.
A revelia, agindo sozinha, o que aparenta, e sem consultar a Diretoria do SINPRECAM, a Comissão de Servidores, nomeada por Portaria do próprio SINPRECAM, publicou uma nota dizendo inverdades de que esta Diretoria estaria de “conluio” com o Prefeito e que a greve marcada para a data de 30 de setembro não saiu porque o SINPRECAM executando “uma manobra para prejudicar o servidor” redigiu, propositalmente, um documento contendo um erro, o que tornaria a greve ilegal. Contudo, a Comissão, esqueceu-se de dizer que deliberaram junto com o Prefeito, alguns de seus Gerentes e o SINPRECAM, numa Reunião, ocorrida horas antes, que a greve seria suspensa, pelo menos até sexta-feira, dia 7 de outubro de 2016, oportunidade que acontecerá uma nova Reunião. Momento ao qual TODOS os presentes saíram satisfeitos, inclusive, com a aceitação de que a partir de outubro/2016 os salários seriam escalonados, recebendo, inicialmente, os Servidores que recebem os salários mais baixos.”
O JNE Diário estará mantendo contato com a Comissão de Servidores e acompanhando o desenrolar das reivindicações e posicionamentos de ambas as partes.