Um assaltante de 19 anos foi agredido e amarrado por moradores, na noite de domingo (27) ao tentar roubar uma caminhonete em Campo Grande. Foi o terceiro roubo de caminhonete registrado em menos de três horas na capital. Nos dois primeiros assaltos, os ladrões atiraram, mas ninguém ficou ferido.

No terceiro roubo o assaltante tentou atirar contra a vítima, mas a arma falhou. Os moradores lutaram com o ladrão que foi agredido e amarrado até a chegada da polícia, outro assaltante fugiu. As duas caminhonetes roubadas não foram recuperadas.

De acordo com os boletins de ocorrência, por volta das 18h50 (de MS), algumas pessoas que estavam em frente a uma igreja no jardim Botânico, na região sul da capital sul-mato-grossense, foram rendidas por dois assaltantes armados. As vítimas foram obrigadas a entrar no templo e um dos bandidos atirou para o alto, eles exigiram a chave da caminhonete que estava no local e fugiram levando o veículo, dinheiro, cartões de banco e documentos das vítimas.

Menos de uma hora depois a dupla fez outra vítima. Um homem de 64 anos, estava chegando na casa de uma cunhada na vila Bandeirantes, quando foi surpreendido. Os ladrões anunciaram o assalto e um deles atirou em direção a cunhada da vítima, mas a mulher não foi atingida. Os ladrões fugiram com a caminhonete.

Horas depois do primeiro assalto, os ladrões tentaram roubar outra caminhonete. Um homem de 41 anos foi rendido pelos ladrões por volta das 21h30 na rua Ana Luiza de Souza, no bairro Pioneiros.

Os ladrões chegaram agredindo a vítima e exigiram a chave do veículo, um dos assaltantes tentou atirar duas vezes no motorista, mas arma falhou. Testemunhas que estavam no local começaram a lutar com o ladrão de 19 anos. Ele foi agredido, amarrado e detido até a chegada da polícia.

“A gente trabalha dia e noite para ter as coisas e do nada chega uma pessoa dessa e a gente pode perder tudo. Chega pra tirar a vida mesmo. A Polícia Militar, o Batalhão de Choque chegaram bem rápido pra atender a gente, mas a gente fica apreensivo, com sentimento de insegurança” afirma a vítima que não quer ser identificada.

O homem foi reconhecido pelas vítimas dos primeiros assaltos e o outro assaltante fugiu. Os casos foram registrados nas Delegacias de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro e do bairro Piratininga como roubo majorado pelo emprego de arma de fogo e concurso de pessoas.