Mais um caso de regime de escravidão no Pantanal

Força-tarefa formada por representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego (TEM) e da Polícia Militar participaram do resgate de cinco homens que trabalhavam em fazenda localizada na região de Nabileque, no Pantanal de Corumbá na última terça-feira (25), por estarem sendo submetidos a trabalho em regime de escravidão.

De acordo com a força-tarefa, a fazenda onde os homens trabalhavam fica distante cerca de 240 quilômetros de Corumbá. Os trabalhadores viviam em barraco de madeira, sem piso e dormiam em camas adaptadas em tábuas e tijolos. No alojamento, havia ainda remédios para gado, sacos de sal, material de montaria, galinhas porcos e insetos.

Sem instalações sanitárias, os trabalhadores faziam necessidades fisiológicas no mato e tomavam banho com auxílio de mangueira, que ficava ao ar livre. O alimento deles era preparado em fogão de lata, improvisado no chão do alojamento. Cadeiras e mesa não foram disponibilizadas para os homens.

Aos integrantes da força-tarefa, os homens disseram que estavam na fazenda desde o mês passado e que trabalhavam cerca de 10 horas por dia. Praticamente não havia descanso e por algumas vezes era necessário trabalhar até aos domingos. O combinado era que os trabalhadores recebessem R$ 60 por dia, no entanto, não houve pagamento e muito menos registro em carteira.

O grupo foi retirado da fazenda. O empreiteiro responsável por intermediar a contração dos empregados, Acilino da Silva Claro, prestou depoimento à polícia e aos auditores. Ficou definido que o fazendeiro destinará R$ 24 mil para quitar salários e rescisão dos trabalhadores, além de recolher o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

 

Foto: MPT – MS