Queimadas atingem terras indígenas em Mato Grosso do Sul

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) detectou 477 focos de incêndios florestais em Mato Grosso do Sul nos primeiros oito dias de setembro, número equivalente à média de 59 novos registros por dia. Segundo o levantamento, quatro terras indígenas do Estado foram atingidas por queimadas no último fim de semana.

A situação mais grave é na reserva Kadiwéu, distribuída principalmente por Porto Murtinho e Bodoquena, região pantaneira. Conforme boletim do Inpe, 20 pontos de incêndio foram registrados na área no domingo (8).

O território indígena tem brigada própria, composta por 30 pessoas e treinada pelo Prevfogo/Ibama ((Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). No fim de agosto, o Ibama autorizou a contratação de mais duas brigadas temporárias de 15 componentes para Porto Murtinho.

O último relatório disponibilizado pelo Inpe mostra quatro focos de queimadas na terra indígena Taunay/Ipegue, em Aquidauana. O município também será beneficiado por mais duas equipes com 15 brigadistas cada.

O levantamento do instituto aponta ainda para uma queimada na reserva Buriti, entre Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti, e outra na terra indígena Cachoeirinha, em Miranda.

A reportagem tentou contato com o coordenador estadual do Prevfogo, Márcio Yule, que não atendeu ou retornou as ligações até a publicação da matéria.

Dados – O monitoramento de queimadas do Inpe registrou, até domingo (8), 5.226 focos este ano em Mato Grosso do Sul. O número já se aproxima do dobro detectado em todo o ano passado (2.380) e supera o total acumulado em cinco dos últimos dez anos.

Fonte: Campo Grande News