Audiência de investigado por estuprar duas sobrinhas em Anastácio acontece nesta terça

As duas vítimas, atualmente com 17 e 13 anos, ainda sofrem com problemas psicológicos decorrentes dos abusos

Fórum de Anastácio - Divulgação

Preso pela Polícia Civil de Anastácio no último dia 23, o homem de 61 anos que responde processo criminal de estupro de vulnerável contra duas sobrinhas irá passar por audiência na tarde desta terça-feira (05), na Comarca do município. As duas vítimas são irmãs, atualmente com 17 e 13 anos.

A prisão se deu em decorrência do trabalho do delegado titular, Wilkson Vasco, e sua equipe, pois o investigado respondia ao processo criminal em liberdade e, inclusive, intimidando as duas vítimas.

Entenda o caso

No início de 2018, foi registrado, na Delegacia de Anastácio, um boletim de ocorrência em que a irmã mais velha foi abusada (inclusive com conjunção carnal) dos 11 aos 14 anos. A irmã mais nova também foi abusada sexualmente, sem efetiva conjunção carnal, mas com outros atos libidinosos.

O investigado é marido da tia das meninas, sendo que estas a tinham como tio de consideração e padrinho da irmã mais velha. Ao saber que a mãe das meninas havia registrado o fato na polícia, o homem ameaçou a vítima mais velha. Em seguida, foi representada a medida protetiva em seu favor e de seus familiares.

Em 27 de setembro deste ano, a mãe das vítimas compareceu novamente à Delegacia e narrou que em abril deste ano, o investigado descumpriu a medida protetiva e tentou entrar em contato com a irmã mais nova, sendo que esta correu e se escondeu em um mercado, falou também que as duas meninas estão com problemas psicológicos e a mais velha tentou o suicídio e faz acompanhamento severo psicológico e tem um cisto no ovário derivado dos abusos sexuais.

O delegado titular, Wilkson Vasco, vendo a gravidade dos fatos, solicitou à Justiça a prisão do abusador, já que existe uma jurisprudência que permite ao delegado pedir a prisão preventiva, mesmo em fase processual, a qual foi concedida e cumprida.

Ainda de acordo com a autoridade policial, as identidades dos envolvidos não podem ser divulgadas, para não expor as vítimas menores de idade, já que fazem parte da mesma família.