PM dá prejuízo de R$ 40 milhões ao crime organizado, com apreensões de drogas no Estado

A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul apreendeu 37,6 toneladas de drogas no primeiro quadrimestre de 2020. As operações foram deflagradas pelo Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), responsável pelo monitoramento de 15 mil quilômetros de rodovias estaduais e que resultou na interceptação de carregamentos no Estado. As apreensões resultaram em prejuízo estimado em R$ 40 milhões às organizações criminosas.

Para o comandante da PMR, tenente-coronel Wagner Ferreira da Silva, o tráfico de drogas aumenta o poder financeiro das organizações criminosas. “As ações interrompem um ciclo criminoso, descapitaliza o crime organizado e contribui diretamente para diminuição da violência urbana”.

Conforme o balanço da PMR, as apreensões realizadas nos primeiros meses do ano, resultaram no registro de 93 flagrantes e na apreensão de 72 veículos, dentre eles oito caminhões/carretas e três motocicletas. Cerca de 99% da droga apreendida nestes veículos era maconha e seus derivados. Quanto as prisões, 129 pessoas foram encaminhadas para o sistema prisional pelo crime de tráfico de drogas, dos quais 73,6 % são homens.

O setor de inteligência ainda identificou que há uma rede de apoio onde as quadrilhas usam os chamados “batedores” e “olheiros”, que monitoram a atividade policial buscando facilitar o transporte e a passagem do entorpecente pelo Estado.

As ações das quadrilhas também se diversificam a cada dia. Destaque aos chamados “cavalos doidos”, que circulam sem sequer tomar cuidado de ocultar o entorpecente e andam em alta velocidade nas rodovias. E há também os chamados “mocós”, que ocultam o entorpecente em grandes cargas de soja e milho trazidas por caminhões e carretas.

Entre as ações apontadas pela PMR para o aumento nas apreensões de drogas estão a instalação do Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas (Vigia), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que há oito meses vem auxiliado o Estado na redução da vitalidade financeira das organizações criminosas, por meio da Operação Hórus, o fechamento das fronteiras e as medidas de isolamento social adotadas por muitos municípios que reduziram o fluxo de veículos nas estradas e permitiu melhor seleção das abordagens policiais em ações de polícia ostensiva.

Sem contar o emprego eficaz do efetivo policial militar em ações ostensivas, nas barreiras sanitárias e pontos sensíveis das rodovias estaduais, fruto de um detalhado plano de ação operacional, dentre outros fatores.