MS é destaque nacional como o Estado que apresenta o menor número de óbitos ocasionados pela Covid

Destaque nacional como o Estado que apresenta o menor número de óbitos ocasionados pelo coronavírus, Mato Grosso do Sul tem sido referência nas ações de combate à pandemia. Em entrevista concedida ao Valor Econômico, publicada nesta quarta-feira (20.05), o governador Reinaldo Azambuja reforçou a importância do isolamento social, associada à realidade de cada município.

Para Azambuja é necessário que haja fim dos excessos de todos os lados, em outras palavras, o representante do Estado afirmou ao veículo de imprensa que é preciso conter o radicalismo. “Meu finado pai ensinava: vamos desarmar os espíritos […] Quanto menos conflito, mais assertividade nas ações de saúde”.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde, no dia 19 de maio, em Mato Grosso do Sul existem 642 casos confirmados da doença, com 16 óbitos. “A economia nós conseguimos recuperar. Vidas perdidas, não”.

Sobre as ações, Azambuja enfatizou a ampliação e organização dos leitos do SUS e privados, que somam 296 leitos de UTI disponíveis para o tratamento da doença e ainda citou o hospital de campanha pronto mas que ainda não teve necessidade de inauguração. “O mais importante foi termos montado um centro de operações no dia 31 de janeiro. Conseguimos frear muito a disseminação do vírus por causa do isolamento desde março”, reforçou.

O governador ainda falou da preocupação com os municípios do interior, em especial, Guia Lopes da Laguna, onde em uma população de 10 mil habitantes já se contabilizam 92 infectados, alcançando a maior incidência. “Houve diminuição, mas não paralisia”.

Questionamento sobre afrouxar o isolamento, Azambuja salienta que há a necessidade, ainda, de manter a vigilância, principalmente, por causa dos idosos.

Em relação à economia, o governador disse que o impacto para a economia é no mundo todo. “Nenhum setor está saindo ileso”. E, sobre o aumento dos salários dos servidores públicos, acrescentou: “É impraticável ampliar gasto com queda de receitas”.

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