Mato Grosso do Sul possui 604 eletrocardiógrafos, equipamento que afere se o paciente pode usar ou não, utilizar a cloroquina que dá arritmia cardíaca como um dos efeitos colaterais. Na Capital, existem 207 aparelhos, segundo informado pela assessoria da SES (Secretaria Estadual de Saúde).

Frente a isso, entidades médicas, Pesquisadores da Academia Nacional de Medicina, USP (Universidade de São Paulo), Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) entram na Justiça e pedem para que o Ministério da Saúde, retire do site orientações para que profissionais de saúde administrem precocemente cloroquina, hidroxicloroquina e azitromicina em paciente com coronavírus.

Segundo eles, a população pode passar a exigir a medicação sem necessidade, colocando em risco a vida, até porque os aparelhos não seriam suficientes dependendo do número de pacientes e do estado em que se encontram para as aferições.

As entidades são contra o protocolo do governo federal para o uso da hidroxicloroquina e segundo reportagem da Folha de São Paulo, indicaram também o fator sobre a segurança. Pois, os médicos temem que famílias se tornem mais agressivas em hospitais e que os locais não possuem equipes para atender a grande demanda.

SES e Cloroquina

Em Mato Grosso do Sul, o medicamento está disponível nos hospitais de referência para pacientes com a doença. No entanto, segundo o secretário estadual de saúde, Geraldo Resende, a cloroquina só é ofertada conforme recomendação médica e com autorização do paciente ou dos familiares, em casos que a pessoa não tem condições de opinar sobre o tratamento.

“A cloroquina está sendo usada aqui dentro dos protocolos que o Ministério da Saúde fez e que foram validados pelo Conselho Federal de Medicina e pelas entidades medicas. Mas a indicação de cloroquina, assim como de qualquer outro medicamento, já que não temos medicamento específico para o combate à covid-19, é de responsabilidade do médico assistente do paciente e a família tem que dar o aval”, explica.

Fonte: TopMídiaNews