Flagra ocorreu no horário de visita (Foto: Agepen)

O professor e dirigente partidário, Florêncio Garcia Escobar, 55 anos, preso na noite desta sexta-feira (22), pela Polícia Civil de Aquidauana, foi encaminhado na tarde deste sábado (23) para o Estabelecimento Penal de Aquidauana, após autorização judicial, já que está respondendo por crime de natureza sexual, não é viável ficar em uma cela da delegacia da cidade.

A prisão ocorreu em cumprimento do mandado de prisão deferido pela Justiça, após pedido da delegada titular da DAM – Delegacia de Atendimento à Mulher, Joice Ramos, já que o professor é acusado de estupro contra sua afilhada e a irmã dela. Após o caso vir à tona em dezembro do ano passado, outra acusação foi registrada na delegacia, onde a filha de um amigo de Florêncio, atualmente com 38 anos, relatou ter sido estuprada pelo professor há 24 anos atrás, quando esta era menor de idade, em uma viagem para a praia, que Florêncio organizou com um grupo de amigos. Este crime prescreveu, porém ajuda a reforçar a denúncia das outras vítimas.

De acordo com informações levantadas pelo JNE, a prisão preventiva foi decretada no final da tarde desta sexta, onde policiais da DAM – Delegacia de Atendimento à Mulher de Aquidauana, saíram em diligência e o localizaram em sua residência. Ele não resistiu à prisão, porém afirmou que só falaria na presença de seu advogado.

A prisão foi deferida pela Justiça, após a delegada Joilce Ramos e sua equipe reunir as provas dos crimes de estupro de vulnerável, em especial Relatório de Atendimento Psicológico das vítimas e Laudo de Exame de Conjunção carnal, apresentadas ao Judiciário.

Florêncio será ouvido na segunda-feira (25), após pedido de seu advogado, que pediu prazo para ter acesso a todo inquérito policial, já que o acusado quer responder todos os questionamentos da autoridade policial, porém na presença de seu defensor.

Após casos serem divulgados, Florêncio foi afastado do Conselho Estadual de Saúde, onde era presidente e do Simted – Sindicato Municipal dos Trabalhadores da Educação, em Aquidauana, onde atualmente era tesoureiro. “Petista roxo”, o professor acabou sendo expulso do PT – Partido dos Trabalhadores.