A Autoridade Sueca de Proteção à Privacidade (IMY, Integritetsskydds Myndigheten) anunciou a conclusão de uma investigação que determinou que membros das forças policiais do país usaram software de reconhecimento facial da empresa norte-americana Clearview AI sem qualquer autorização prévia.

Segundo a IMY, a polícia não cumpriu suas obrigações como controlador de dados em vários casos, e falhou ao implementar medidas organizacionais suficientes para garantir e demonstrar que o processamento de dados pessoais foi feito de acordo com o Criminal Data Act, legislação do país que governa o uso de dados em processos criminais.

Ao usar o software da Clearview AI, a polícia processou ilegalmente dados biométricos para reconhecimento facial e não conduziu  o levantamento de impacto à proteção dos dados que este tipo de operação exige.

Como resultado, a IMY impôs à Autoridade Policial do país uma multa de 250 mil Euros (cerca de R$ 1,6 mihões) por infração ao Criminal Data Act. A polícia também foi ordenada a treinar e educar seus oficiais para evitar qualquer processamento futuro de dados pessoais que viole as regras de proteção de dados do país.

Além disso, a polícia deve informar os indivíduos cujos dados foram enviados à Clearview AI, se permitido por regras de confidencialidade. Por fim, a polícia deve se certificar, na medida do possível, que quaisquer dados pessoais enviados à Clearview AI sejam apagados.

Segund Elena Mazzotti Pallard, conselheira legal da IMY, “há regras claramente definidas sobre como a Autoridade Policial pode usar dados pessoais, especialmente para fins de cuprimento da lei. É de responsabilidade da polícia garantir que seus funcionários estão cientes destas regras”, disse.

 

(Fonte: Olhar Digital)