UPA Coronel Antonino, em Campo Grande. (Foto: Silas Lima)

Uma paciente, que terá a identidade preservada, usou o grupo do Facebook “Aonde Não ir em Campo Grande”, para desabafar sobre o atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento)  Coronel Antonino, na Capital.

A mulher contou que foi até a unidade de saúde na última segunda-feira (30), pois estava com muita dor de dente e ficou horas esperando. Segundo a denunciante, no local, os colaboradores estavam mexendo no celular e conversando enquanto as pessoas aguardavam.

“Gostaria de dar os parabéns para o pessoal da Upa Coronel Antonino, que me deixaram horas esperando e, quando fui perguntar, a moça da recepção disse que estava tudo lotado, sendo que a sala de odontologia estava aberta e as bonitas estavam com as pernas pro alto, mexendo no celular, rindo com o se não houvesse amanhã”, desabafou.

A indignação, segundo ela, foi maior ainda quando uma mãe chegou com a filha de 4 anos e foi mal atendida.

“Estava no colo da mãe, a moça simplesmente mandou a mulher esperar e abrir ficha, sei que é necessário, mas custava socorrer e depois pegar o cartão SUS, e depois abrir ficha?”, continuou.

A postagem da jovem recebeu diversas mensagens de apoio e relatos de pacientes que tiveram os mesmos problemas na unidade.

“Eu fiquei 3 horas esperando atendimento para odonto, a moça disse que tinha gente sendo atendida, fui lá na sala, as dentistas e outras tudo conversando, disse que meu filho seria o próximo e ainda ficamos mais 30 minutos esperando”, escreveu outra usuária.

“Ali é horroroso. Tive crise de asma, a sala de inalação vazia, fiquei com 1h40 esperando”, disse outra.

“Pois uma vez cheguei 22h e me falaram para voltar lá outro dia, pois o dentista e auxiliar estavam dormindo e não gostavam de serem acordados”, revelou outra.

Além disso, vários internautas pontuaram sobre a grosseria e mau-humor das atendentes.

Uso recreativo de celular é proibido, diz Sesau

Em resposta, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou que “assim como o atendimento médico, o atendimento odontológico ocorre conforme a classificação de risco. O paciente passa pela triagem e é posteriormente direcionado ao atendimento”.

“O uso recreativo do aparelho celular é vetado, porém, eventualmente, o servidor pode recorrer ao mesmo como meio de consulta e também para receber ou fazer uma chamada de urgência, por exemplo, caso não esteja em atendimento. Em situações onde o paciente se sinta prejudicado em relação ao atendimento, a Sesau orienta que faça o relato à gerência da unidade ou formalize junto à ouvidoria através do número 3314-9955, para que o fato seja apurado e as medidas administrativas adequadas sejam tomadas”, finalizou a pasta.

Fonte: TopMídiaNews