Corumbá já lidera o ranking de cidades do país com maior número de queimadas nos primeiros 14 primeiros dias de setembro. Os dados são do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), e retratam o drama decorrente da combinação perigosa entre tempo seco, pouca chuva e ação do homem em um dos biomas mais ricos e ameaçados da natureza.

Ainda conforme os dados instituto, compilados pelo jornal Diário Corumbaense, nesta terça-feira (14) o Estado contabiliza 880 focos de calor, sendo que Corumbá responde por mais da metade dos registros, foram 444 incêndios no território corumbaense. Ao todo, em 2021, Corumbá tem 1.597 focos de calor. Já em todo Mato Grosso do Sul, os focos chegam a 5.371. Ao portal local, o comandante da Operação Hafesto, tenente-coronal bombeiro Leandro Moura Marzolla, informou que os novos focos de incêndios estão surgindo na região pantaneira e que o problema ainda está longe de acabar.

Pela manhã desta terça-feira (14), incêndios foram registrados fazenda Barro Preto, mas também na Fazenda Aguapé e fazenda Santo Antônio, que fica a 80 km a leste da Serra do Amolar. Além disso, equipes dos bombeiros e Prevfogo, também se concentram em fazendas próximos a BR-262, onde área é consumida pelas chamas, chegando o fogo às margens da rodovia, com densa camada de fumaça, o que acaba por atrapalhar o tráfego pela área, com risco de acidentes.

Por volta das 21h de segunda-feira (13) um grande incêndio florestal também ameaçava a comunidade da região de Albuquerque, em Corumbá. Três equipes foram deslocadas para a região, com 13 militares e 3 viaturas. O fogo foi controlado ao longo da noite e nenhuma edificação da comunidade foi atingida pelas chamas.

Fonte: Campo Grande News