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Alunos da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul terão atividades de reforço para sanar dificuldades surgidas durante os últimos 15 meses de ensino remoto pela pandemia de covid-19. Como a adesão é voluntária, a atividade não será contada como dia letivo.

O Programa Estadual de Recomposição das Aulas já está sendo colocado em prática, segundo o superintendente de Políticas Educacionais da SED (Secretaria de Estado de Educação), Hélio Daher. “Vamos aplicar uma avaliação diagnóstica para identificar as dificuldades que surgiram nesse semestre e no ano passado”, frisou.

As escolas devem aplicar a prova nos próximos dias. “Não é para dar nota, nem para servir de estatística. Vamos ter grupos de estudos com alunos de várias etapas, permitir atividades nos laboratórios. A ideia é que não seja como uma aula”, explicou Daher.

A SED vai tentar convencer os familiares a participar do programa, que terá atividades no contraturno, ou seja, em períodos fora do turno de aula, e durante as férias. “Será sempre um convite, até porque obrigar gera uma resistência”, destaca o superintendente.

O governo ainda tenta parceria com universidades para oferecer tutoria aos alunos e entidades para fornecer material didático específico para a recuperação. Além das atividades presenciais, serão disponibilizados conteúdos digitais, incluindo um cursinho pré-vestibular.

Histórico – A pandemia forçou todas as escolas públicas e particulares a adotarem sistema remoto de aulas, em março do ano passado. A rede estadual disponibilizou uma plataforma e videoaulas nos últimos meses.

Em agosto deste ano, os alunos da rede pública voltaram às escolas, ainda em um sistema de escalonamento. O Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança da Economia) impôs um limite de estudantes por sala de aula, conforme a bandeira do município.

Fonte: Campo Grande News