Reprodução/Vídeo/Campo Grande News

Na região do Passo do Lontra, às margens da BR-262, a história escrita por Eurides de Fátima Macena de Barros, mais conhecida como “Maria do Jacaré”, segue viva através de seu filho. Após o falecimento da mãe em julho deste ano, Maurinei Macena de Barros, de 43 anos, assumiu o posto de Eurides e hoje é o responsável pelo espaço em que os jacarés costumavam se reunir após serem chamados através de um berrante.

Proprietária de um pequeno comércio no local, ela ficou famosa por reunir dezenas de jacarés em seu “quintal” e tratar os animais como integrantes da família. Companheiro da mãe, Maurinei explica que sempre esteve presente no local, mas destaca que os jacarés eram mesmo acostumados com a Dona Maria. O vídeo acima mostra a situação atual.

“Eles sentem falta dela. Eu sigo tocando aqui o espaço, mas eles eram acostumados com o chamado dela. Ela reunia dezenas, mas agora, são poucos jacarés que vêm até aqui em relação a antes”, conta Maurinei.

Mesmo com número reduzido, o filho relata que as pessoas continuam indo até o espaço e perguntam pela mãe. “Não tem como esquecer ela, todos os dias alguém pergunta. Eu continuo dando comida para eles, mas vai tempo até se acostumarem comigo”.

Com a pesca proibida devido à piracema, Eurides contou que o número de turistas cai durante estes meses, mas que a venda segue aberta ao lado dos jacarés. “Servimos almoço aqui, então, vamos sobrevivendo de pouco em pouco”, diz.

Amiga de longos anos da família, Maria do Rocio, de 57 anos, é uma das pessoas que mantêm o costume de passar pela “rota” dos jacarés. Conforme relatado, o espaço é visitado ao menos uma vez ao mês.

“O filho dela está cuidando muito bem, vai atrás de alimento para os jacarés e está mantendo sim. Tudo está bem cuidado e segue em ação mesmo após o falecimento dela”, explica sobre a atual situação do espaço que era cuidado por Eurides.

Na marcação do endereço no Google Maps, fotos são postadas por quem passa pela BR-262. Um comentário recente relembra o falecimento de Dona Maria e mostra que alguns jacarés continuam por lá, “uma pena que a Dona Maria tenha partido! Passei por lá agora em novembro de 2021, a água está baixa e tem muitos jacarés. Basta estacionar na beira da estrada e descer para vê-los”.

Fim de um ciclo – “Maria do Jacaré”, Eurides de Fátima Macena de Barros, de 68 anos, caiu na casa do filho em julho deste ano e, após complicações geradas por uma parada cardíaca, não resistiu durante cirurgia. Ela mantinha a venda às margens da BR-262 ao lado de Maurinei e os vários amigos jacarés.

Fonte: Campo Grande News