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80 anos do Brasil na 2ª Guerra: veteranos da FEB participam de evento

O evento acontece no Museu do Expedicionário e conta uma variada programação: exposições de equipamentos militares da época, palestras sobre a história de vida de combatentes que marcaram a trajetória brasileira na guerra e apresentações musicais.

Há 80 anos, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) embarcava de navio com seus soldados rumo à Itália. Na época, o Brasil atuou ao lado dos Aliados, que venceram a Segunda Guerra Mundial contra as tropas nazifacistas. Para marcar a memória e a importância da data, militares e civis participam do 34º Encontro Nacional de Veteranos da FEB, em Curitiba (PR).

O evento acontece no Museu do Expedicionário e conta uma variada programação: exposições de equipamentos militares da época, palestras sobre a história de vida de combatentes que marcaram a trajetória brasileira na guerra e apresentações musicais. Também ocorreu uma cerimônia de formatura alusiva aos 80 anos do batismo de fogo da FEB na Itália.

Um dos jovens convocados para lutar na Europa na época era Antônio Ribeiro da Silva, que hoje também tem 80 anos. O veterano comandou uma tropa com 13 homens e contou que todos voltaram vivos. “Fomos de navio e chegamos em Nápoles. Desembarcamos e depois fomos para Lisboa. Ficamos lá uma temporada”, conta. Os momentos de tensão ainda estão vivos na memória.

“Não aconteceu nada comigo, graças a Deus. Mas estava sempre com medo. Buscava me proteger da melhor maneira, e eu meu grupo de combate com 13 homens, eu que comandava. Todos voltaram vivos. Trabalhei para proteger a todos, dar o melhor na missão”, disse, ao lembrar que o inimigo estava “sempre em alerta”.

‘Pela memória do meu pai’

Já a engenheira civil e presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira no Maranhão, Teresa Cristina Pereira Castro, é filha de um veterano de guerra, que também esteve no conflito.

Para Castro, o evento é importante por resgatar a memória e o legado daqueles que lutaram pelo Brasil.

“Sem dúvida, esse evento significa que o nosso pai está vivo, com todo o legado que ele deixou. Um legado de seriedade, compromisso, honestidade e luta. Meu pai é muito ligado ao lado humanístico, comprometido com a paz. Os homens e mulheres da FEB tinham um compromisso em ajudar. Se a Itália é hoje um país livre e democrático, tem a contribuição de brasileiros. Então acho que essa é a melhor mensagem que podemos passar para nós mesmos, que recebemos todos os ensinamentos dos nossos pais para passar para as futuras gerações”, afirmou.

Só na abertura do evento, houve a participação de mais de 150 pessoas. Entre as palestras, a inspiração para o senso de orgulho e patriotismo, além da conscientização dos sacrifícios da geração que lutou contra o fascismo e o nazismo na Europa.

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