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Aquidauana reforça combate ao Aedes, MS registra 13ª morte

A Prefeitura de Aquidauana vem intensificando, nos últimos dias, os mutirões de limpeza em diversos bairros do município com o objetivo de eliminar focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. A ação ganha ainda mais importância diante do cenário estadual, que registra aumento significativo de casos e óbitos relacionados à chikungunya.

De acordo com boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta quinta-feira (23), Mato Grosso do Sul chegou à 13ª morte por chikungunya em 2026. A vítima mais recente é um idoso de 87 anos, morador de Bonito, que apresentava hipertensão.

Com a atualização, o Estado soma 7.599 casos prováveis da doença, sendo 3.490 já confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Na semana anterior, eram 5.352 notificações e 2.639 confirmações, o que evidencia um crescimento expressivo em curto período.

As mortes foram registradas nos municípios de Dourados (8), Bonito (2), Jardim (2) e Fátima do Sul (1). Entre as vítimas, a maioria apresentava comorbidades, como hipertensão, diabetes e câncer, o que aumenta o risco de complicações.

Outros dois óbitos seguem em investigação pelas autoridades de saúde. O boletim também aponta aumento no número de casos entre gestantes, que passou de 46 para 52 confirmações.

Dourados concentra o maior número de casos prováveis, com mais de 2,5 mil registros, enquanto cidades como Fátima do Sul, Sete Quedas e Paraíso das Águas apresentam altas taxas de incidência proporcional.

Em relação à dengue, o Estado contabiliza 4.187 casos prováveis, sendo 597 confirmados, sem registro de mortes até o momento.

Diante desse cenário, as ações preventivas, como os mutirões de limpeza realizados em Aquidauana, tornam-se fundamentais para conter a proliferação do mosquito. A orientação das autoridades de saúde é que a população elimine água parada, evite a automedicação e procure atendimento médico ao apresentar sintomas, especialmente em casos de pessoas com doenças pré-existentes ou pertencentes a grupos mais vulneráveis.

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