Francisco Walisson Rodrigues de Souza, de 34 anos, que morreu em troca de tiros com o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, estava escondido no Estado há cerca de três meses. O tempo de estadia na Capital sul-mato-grossense coincide com a data que fugiu após tentativa frustrada de assaltar um carro-forte no Ceará.
Uma vizinha do imóvel onde ele morava, na Rua Timbiras, contou que Walisson residia com a esposa e a filha pequena na casa. “Se mudou tem uns três meses, mas eram bem reservados. Eu só via eles quando iam no supermercado e passavam aqui na frente, a gente dava bom dia, cumprimentava, era só isso”, conta a idosa de 63 anos.
Na noite de ontem, a moradora conta que escutou movimentação na residência vizinha. “De repente a gente viu ele em cima do telhado e atrás um monte de policial. Ele [Walisson] desceu e lá dentro da casa escutamos os tiros”, relata a vizinha. “Não aparentava ser um cara errado, sempre estava bem vestido, foi uma surpresa”, completa a mulher.
A vida pacata na capital de Mato Grosso do Sul era só de fachada, segundo apuração policial. Walisson integrava uma quadrilha especializada em ataques a bancos e carros-forte, com membros do Ceará e de outros estados.
No dia 27 de junho deste ano, Walisson e outros três comparsas rondavam a cidade de Icapuí, no litoral Leste do Ceará, e a polícia já tinha informação de que eles tentariam roubar um carro-forte. Foi feita tentativa de abordagem a veículos na BR-304, mas os agentes da PM foram recebidos com tiros e revidaram. Um criminoso morreu ao ser atingido e outros três comparsas de Walisson acabaram presos.
Na ocasião, os policiais apreenderam: 4 veículos; 1 fuzil plataforma AR; 1 pistola 9mm; carregadores de fuzil; munições de fuzil; munições de calibre 9x19mm; emulsão explosiva e colete balístico.
Francisco conseguiu fugir e era procurado pela polícia desde então. Com apoio da Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado) – órgão composto por agentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, policiais civis e militares – foi descoberto o paradeiro dele.
Foi quando os agentes seguiram até o local, um imóvel localizado na Rua Timbiras, no Jóquei Club. Durante campana, os PMs viram o momento em que Francisco saiu em frente ao imóvel e estava sem camiseta. Ele foi reconhecido por conta de várias tatuagens que tem no braço e tórax.
Os policiais, então, tentaram a abordagem, mas Walisson correu e passou a pular muros. Ao ver que a casa estava cercada, retornou pelo telhado, mas se viu sem saída e apontou uma pistola para os agentes, que revidaram e o atingiram. Walisson foi socorrido com sinais vitais, mas morreu ao dar entrada no Hospital Regional. Com ele, os policiais encontraram quatro chips de celular e R$ 1,1 mil em dinheiro.
(Campo Grande News)

