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Brasil e Paraguai firmam acordo contra crimes na Fronteira em Mato Grosso do Sul

Para tentar amenizar o tráfico na região de fronteira onde há recorde na apreensão de drogas, e onde organizações criminosas como PCC vêm aumentando sua presença, os governos do Brasil e Paraguai firma acordo para intensificar a segurança na região.

Os acordos foram assinados durante reunião, que ocorreu na manhã desta terça-feira (01), entre o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres e o Ministro do Interior da República do Paraguai, Arnaldo Giuzzio.

De acordo com o Ministério da Justiça, o tratado deve possibilitar a regularização e otimização da segurança entre Ponta Porã e a cidade paraguaia Pedro Juan Caballeo.

Entre as medidas de enfrentamento ao crime organizado a serem acordadas está o acordo de “Cooperação Interinstitucional entre a Polícia Federal do Brasil e a Polícia Nacional do Paraguai”.

O documento prevê a reunião mensal de representante dos dois países para que haja a troca de informações e discussões sobre metas de ações que devem ser realizadas na fronteira contra o crime organizado, o tráfico de drogas, tráfico de armas e de pessoas.

Durante a reunião, o Ministro Anderson Torres falou sobre a importância da integração entre as polícias.

“É do conhecimento de todos, as barbáries criminais cometidas nas fronteiras, principalmente em Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. A dinâmica das redes criminais relacionadas ao narcotráfico, atuante ao longo da fronteira específica, exige ações sistemáticas do poder publico naquela região”.

Conforme o Ministério, a iniciativa facilitará um acionamento de operação mais rápida entre os policiais do espaço fronteiriço.

Atualmente já existe um acordo de Comando Tripartite, formado há 25 anos, entre os países da Argentina, Paraguai e Brasil na região de Foz do Iguaçu, como mecanismo formal de cooperação policial internacional local.

SEGURANÇA

O acordo de “Cooperação Interinstitucional entre a Polícia Federal do Brasil e a Polícia Nacional do Paraguai”, pode tornar as trocas de informações mais rápidas e confiáveis sobre os criminosos, o que deve garantir o intercâmbio de boas práticas entre os países.

A ação trata do trabalho conjunto para prevenir a atuação de grupos criminosos organizados; combater o crime organizado transnacional; combater a criminalidade conexa entre os dois países.

Além disso, o trato contempla o apoio técnico, tático, tecnológico e científico; apoio em programas de investigação; troca de conhecimentos especializados, através de bolsas de estudos, cursos, seminários, congressos, reuniões, além de capacitação de pessoal.

“O cenário que presenciamos hoje, reflete a relevância da cooperação entre os nossos países na luta contra o crime organizado”, afirmou o ministro da Segurança.

Apenas por meio de mecanismo de apoio internacional é que poderemos lutar contra o tráfico de drogas, de armas, de pessoas, contra o contrabando e o descaminho em nossas linhas de fronteiras”, completou Anderson Torres.

TRÁFICO NA FRONTEIRA

De janeiro a maio de 2021, a Polícia Federal deflagrou sete operações na região de fronteira de Mato Grosso do Sul, o número é quase maior que o registrado durante todo o ano de 2020, quando foram registradas oito operações policiais.

De acordo com os dados da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen), de abril de 2020 a abril deste ano, o número de presos por tráfico apresentou um crescimento de 16%.

A maioria se refere a presos por tráfico de drogas na região de fronteira, que representam 7.975, dos 20.353 internos dos três regimes: fechado, semiaberto e aberto.

De acordo com o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, a quantidade de presos cresceu justamente pelo maior número de apreensões de drogas nas regiões de fronteira do Estado no último ano.

“Nosso estado tem a divisa com dois países ‘produtores’ de drogas, o que significa que estamos em um corredor de tráfico. A incidência das nossas forças de segurança, trouxe, contudo, o aumento no número de apreensões, por isso é possível perceber que o número de detentos está maior”, explica Aud.

Fonte: Correio do Estado

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