Ícone do site Jornal Notícias do Estado

Calor extremo em MS requer alerta de riscos à saúde

O verão começou sob a influência de uma intensa onda de calor que atinge diretamente Mato Grosso do Sul — um cenário que se repete em grande parte do país. Diante do calor extremo em nível nacional, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) emitiu um alerta com orientações sobre os cuidados necessários para preservar a saúde da população.

Em Mato Grosso do Sul, os dias mais críticos dessa onda de calor estão concentrados entre quarta-feira (24), véspera de Natal, e quinta-feira (25). Nesse período, os termômetros devem registrar temperaturas elevadas em diversas regiões do Estado, com sensação térmica superior a 40°C, conforme previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Por que o calor exige atenção

A temperatura normal do corpo humano varia entre 35,5°C e 37,5°C. Em situações de calor intenso, o organismo aciona mecanismos como a transpiração e a vasodilatação para tentar manter o equilíbrio térmico. Esses processos ajudam a dissipar o calor, mas exigem um esforço contínuo do corpo.

De acordo com diretrizes da SBC, esse esforço prolongado pode resultar em desidratação, queda da pressão arterial e aumento da sobrecarga sobre o sistema cardiovascular. O risco é ainda maior quando o calor persiste por vários dias seguidos, sem alívio durante a noite, como ocorre nesta onda.

Os primeiros sinais de sobrecarga térmica incluem dor de cabeça, náusea, câimbras, tontura, fraqueza, sede intensa e taquicardia. Quando a temperatura corporal ultrapassa 39°C, o quadro pode evoluir para insolação — condição em que o corpo perde a capacidade de regular o próprio calor. Nesses casos, podem surgir confusão mental, desmaios, convulsões e outras complicações graves, que exigem atendimento médico imediato.

Quem precisa redobrar os cuidados

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, idosos acima de 65 anos e crianças de até dois anos estão entre os mais vulneráveis ao calor e à desidratação, seja pela menor percepção da sede ou pela maior dificuldade de acesso à água. Gestantes e pessoas com doenças cardiovasculares, hipertensão ou diabetes tipo 2 também integram o grupo de risco.

Trabalhadores expostos ao sol por longos períodos, pessoas em ambientes pouco ventilados e indivíduos socialmente isolados tendem a sofrer impactos mais intensos durante ondas de calor prolongadas.

O que fazer na prática

Entre as principais recomendações da SBC estão manter a hidratação constante, mesmo sem sentir sede, e evitar bebidas alcoólicas ou com alto teor de açúcar, que contribuem para a desidratação. O uso de roupas leves, a preferência por alimentos frescos e a redução de atividades físicas intensas nos horários mais quentes do dia ajudam a minimizar o estresse térmico.

Também é indicado buscar ambientes mais frescos, utilizar água fria para se refrescar, tomar banhos frios ou fazer compressas geladas. Em casos de tontura ou fraqueza, a orientação é sentar ou deitar imediatamente. Sintomas como desmaio, vômitos persistentes ou convulsões indicam um quadro mais grave e exigem atendimento médico urgente.

Calor persistente e chuvas irregulares

De acordo com o Inmet, um bloqueio atmosférico mantém o predomínio do calor em Mato Grosso do Sul, embora ainda possam ocorrer pancadas isoladas de chuva. Essas precipitações, no entanto, devem ser mal distribuídas e insuficientes para reduzir de forma significativa as temperaturas.

A combinação de calor intenso, noites quentes e chuvas irregulares marca o início do verão com extremos térmicos em todo o Estado.

Sair da versão mobile