Lei proíbe murta em Campo Grande para proteger citricultura de praga devastadora
A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, sancionou a Lei Municipal nº 7.451, que proíbe em todo o município o plantio, comércio, transporte e produção da planta conhecida como murta ou dama-da-noite (Murraya paniculata). A medida visa combater a praga do greening, uma das mais letais da citricultura. O descumprimento da norma acarretará multa de R$ 1 mil, dobrada em caso de reincidência.
O município também se compromete a realizar fiscalização e elaborar um plano para erradicar ou substituir exemplares da planta já existentes.
A murta é hospedeira do psilídeo, inseto transmissor do greening, doença que já devastou pomares nos Estados Unidos e comprometeu metade das lavouras paulistas. Mesmo presente em áreas urbanas, a planta representa risco para os laranjais, pois o inseto transmissor pode voar por até 20 quilômetros.
Campo Grande possui alta concentração da espécie e agora se junta a outras cidades do Estado — como Três Lagoas e Dois Irmãos do Buriti — que já adotaram medidas semelhantes. A expectativa é que mais municípios aprovem leis nesse sentido.
A erradicação da murta faz parte de um esforço estadual para transformar Mato Grosso do Sul em polo de produção de cítricos. Atualmente, o Estado já possui mais de 20 mil hectares de pomares plantados, com previsão de chegar a 30 mil até o fim do ano. A destruição de plantas infectadas também está prevista na política estadual, sendo uma ação pioneira no país.

