João Augusto Borges de Almeida, 21 anos, preso no fim da manhã desta terça-feira (27), em Campo Grande, acusado de assassinar mãe e bebê carbonizados, teria cometido o crime para não pagar pensão. Ele foi preso quando registrava boletim de ocorrência pelo desaparecimento da mulher e bebê, na 6º Delegacia, quando acabou preso e levado para a DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa), onde foi ouvido pelo delegado Rodolfo Daltro.
Ele disse à Polícia Civil que cometeu o crime para não pagar pensão, como também por influência de uma mulher do bairro onde ele morava.
Durante o interrogatório, o suspeito admitiu ter matado a companheira e a filha, alegando estar cansado do relacionamento e, principalmente, por não querer pagar pensão alimentícia. “Cansei, sinceramente cansei do relacionamento e não queria pagar pensão”, declarou, de forma direta.
Mais detalhes do caso serão repassados pelo delegado Rodolfo Daltro em coletiva de imprensa na tarde desta terça (27).
O homem teria ido até a 6º delegacia para registrar o desaparecimento da mulher quando acabou preso e levado para a DHPP. Câmeras de segurança da região, onde os corpos de uma mulher e um bebê foram encontrados, teriam flagrado o carro procurado pela polícia e que teria envolvimento com o crime.
O crime
Mãe e filho, um bebê de apenas um ano, foram encontrados mortos e com os corpos completamente carbonizados na noite desta segunda-feira (26), na Rua Desembargador Ernesto Borges, no Núcleo Industrial Indubrasil, em Campo Grande.
Por volta das 23h, equipes da Polícia Militar foram acionadas após denúncias de um incêndio em área de vegetação. No local, encontraram os corpos das vítimas em chamas. O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar o fogo.
De acordo com o delegado Mateus Crovador, que atendeu a ocorrência, os corpos estavam em uma área isolada no fim de uma rua sem saída. “Ao chegarmos, nos deparamos com a vegetação em chamas. Os corpos estavam visíveis, uma mulher e uma criança carbonizados. Já temos uma linha de investigação e estamos analisando imagens da região”, afirmou.
O delegado também revelou que a polícia já tem suspeitos e identificou o modelo do carro possivelmente usado para desovar os corpos. “Estamos checando essas informações, mas sabemos que elas não foram mortas no local. Até o momento, também não encontramos perfurações nos corpos”, explicou Crovador.
A polícia acredita que o local foi apenas usado para ocultar os cadáveres.
Devido ao estado dos corpos, a identificação oficial das vítimas ainda não foi possível. Peritos da Polícia Científica e um papiloscopista foram até o local na tentativa de coletar impressões digitais e outros elementos que possam ajudar na identificação.

