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Equipe da PM que perseguia motorista em fuga é barrada pela Polícia do Paraguai

Em mais um caso de suposta falta de reciprocidade, policiais brasileiros são cercados e detidos pela Polícia Nacional do Paraguai, sob acusação de terem ferido a soberania nacional ao “invadirem o País”. Na contramão da situação, seguidamente policiais paraguaios entram, inclusive atirando em território brasileiro, mas ao invés de serem presos, são auxiliados pelas Polícias Federal e Estadual ou Guarda Municipal.

Exemplo disso ocorreu recentemente em que perseguindo um carro forte equipes da Polícia Nacional do Paraguai entraram no Brasil atirando no rumo dos perseguidos que não foram presos nem baleados, mas um adolescente trabalhador que sem ter nada com o problema circulava de moto de moto em uma rua brasileira a quase um quilômetro do Paraguai, acabou morto no episódio.

No episódio atual ocorrido na tarde desta terça-feira (15), três policiais militares brasileiros foram detidos pela Polícia Nacional paraguaia quando atravessavam a linha de fronteira em perseguição a um motorista que em alta velocidade não obedeceu ordem de parada e furou uma barreira policial em Ponta Porã.

Mesmo com os motociclistas da Polícia Militar sinalizando com as mãos, sirenes, luz intermitente, buzina e farol, o condutor do Chevrolet Cruze com placas OYE-1056/ES, de Vitória, continuou a fuga. Ainda em território brasileiro um dos policiais chegou a atirar para o alto e em seguida tentando atingir pneus do veículo, mesmo assim o condutor não parou.

No calor da perseguição os policiais acabaram passando a linha divisória entre os dois países, mas foram “recebidos” por um cerco da Polícia Nacional e levados com as motocicletas da PM para a sede da Comissaria de Polícia, em Pedro Juan Caballero.

No carro, estavam um homem e uma mulher paraguaia gestante, que estaria em trabalho de parto. Depois da prisão dos militares, ela foi encaminhada para um hospital. Na Comissaria o motorista acusou os policiais brasileiros de terem atirado no veículo em território paraguaio, o que foi desmentido por testemunhas.

Três pessoas estavam no veículo, entre eles a mulher grávida, mas que nada sofreram. O motorista por sua vez não possui habilitação e a propriedade do veículo não teria sido definida.

Por conta da situação, o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar em Ponta Porã, tenente coronel Hélio Gauto foi para a Comissaria da Polícia Nacional onde acompanhou o desenrolar da situação até a liberação dos policiais já no final da tarde. Não foi informado se a Polícia Nacional devolveu os equipamentos da Polícia Militar.

Seguidamente

Frequentemente policiais brasileiros, estaduais ou federais são alvos de incursão da polícia paraguaia sob a acusação de invasão de território. A literatura policial da fronteira registra casos escabrosos até de tortura a policiais brasileiros, como ocorrido com uma equipe de policiais civis – inspetor e investigadores – obrigados a passar a noite algemados sobre formigueiro.

Registra ainda caso de prisão de policiais militares que tiveram suas armas “confiscadas” pela polícia paraguaia na região de Coronel Sapucaia. Na inversão da situação, a polícia brasileira costuma “se derreter” em gentilezas com a polícia vizinha em seguidas incursões em território nacional.

“Mal entendido”

Segundo o Comandante do 4º BPM, Hélio Gauto, toda tentativa de parada do veículo não surtiu efeito, momento em que foi pedido ajuda a central de polícia do país vizinho. “Quando entramos no território paraguaio foi nos dado todo apoio pela polícia local, que fez a abordagem do veículo”.

Ainda de acordo com o comandante tanto os policiais como os ocupantes do veículo foram levados para a delegacia para narrar os fatos ocorridos. Depois de colhida as oitivas o promotor de justiça do país, relatou em uma declaração que a ação dos policiais brasileiros não constituiu nenhum delito.

Segundo a declaração do promotor Sixto Celso Marin, o pedido de ajuda dos policiais brasileiros aos policiais paraguaios foi prontamente atendido e a perícia feita no veículo não encontrou nenhum vestígio de sangue.

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