Testemunhas que presenciaram o acidente que matou um jovem de 19 anos, na madrugada desta quarta-feira (20), na Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande, afirmam que a vítima estava pilotando a moto sem capacete e em alta velocidade.
Equipe de reportagem esteve no local da batida, pela manhã, que aconteceu em frente à Base Aérea. O frentista Inri Emanuel Soares, de 52 anos, contou que estava abastecendo um veículo, quando escutou o barulho da pancada. “Quando virei, ele estava rodando no ar”, disse.
No posto de gasolina, que fica do outro lado da rua estava, também, uma ambulância de transporte de pacientes da cidade de Aquidauana. A equipe médica ajudou a prestar os primeiros socorros, mas nada pôde fazer, porque o jovem morreu na hora.
Um taxista que vinha logo atrás do motociclista contou ao frentista que o rapaz estava “correndo muito na avenida” e que “não utilizava capacete”. O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e constatou o óbito do rapaz.
O semáforo atingido na colisão chegou a cair, assim como destroços da moto na ciclovia. O veículo está no pátio do posto de gasolina, aguardando a retirada por parte dos familiares.
Por ligação – O pai da vítima relatou através do boletim de ocorrência, que o filho não era habilitado e que teve contato com ele por volta de 00h. Entretanto, ao acordar por volta das 3h, notou que o jovem não estava em casa e ligou no celular dele.
Uma pessoa atendeu o telefone e informou que o dono do aparelho havia sofrido um acidente, enviando a localização para o pai, que quando chegou ao local, descobriu a morte do filho.
O homem relatou, ainda, que o último trajeto do rapaz foi Avenida Júlio de Castilhos, Rua Brasília e Avenida Duque de Caxias, não sabendo informar o que o filho fazia nessa região, nesse horário.
No registro policial consta que os peritos e os policiais civis não localizaram o capacete do motociclista. O caso foi registrado como sinistro de trânsito com vítima fatal provocado pela própria vítima.
(Campo Grande News)

