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Governo anuncia uso do FGTS e renegociação para reduzir endividamento

O governo federal confirmou, por meio do ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, um novo pacote de medidas focado na redução do endividamento das famílias brasileiras. A principal novidade é a permissão para o uso de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para abater débitos, uma iniciativa que surge em um momento em que mais de 80% das famílias no país possuem algum tipo de dívida. O programa visa atacar especialmente as modalidades de crédito mais caras, como o rotativo do cartão de crédito, o cheque especial e o Crédito Direto ao Consumidor (CDC).

Embora os detalhes oficiais ainda não tenham sido totalmente liberados, a expectativa é que o programa seja direcionado a cidadãos com renda de até cinco salários mínimos. Além da utilização do saldo do FGTS, o pacote prevê condições agressivas de renegociação, com a possibilidade de descontos que podem chegar a 90% do valor devido. Essa estratégia busca aliviar o comprometimento da renda mensal dos brasileiros e reduzir o impacto dos juros acumulados no orçamento doméstico, especialmente após o aumento na utilização do crédito rotativo registrado no início deste ano.

A proposta integra uma agenda econômica que prioriza a recuperação do poder de compra e o saneamento financeiro da população. Ao facilitar o pagamento de dívidas acumuladas, o governo espera não apenas retirar milhões de CPFs da inadimplência, mas também reaquecer o consumo e a atividade econômica. O anúncio ocorre em um período de planejamento estratégico para o governo, que busca consolidar resultados sociais e econômicos através da reestruturação do acesso ao crédito e da proteção financeira das famílias de menor renda.

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