Após um período de ajustes e reorganização interna, o Governo do Estado retomou de forma gradual o Programa MS Saúde, que havia sido temporariamente suspenso para permitir uma reestruturação administrativa conduzida pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). O objetivo foi aprimorar a eficiência operacional e garantir o uso responsável dos recursos públicos.
De acordo com a secretária estadual de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, a reestruturação foi essencial para fortalecer a gestão do programa e assegurar sua continuidade. “O MS Saúde é um instrumento importante para ampliar o acesso da população aos serviços especializados. Essa reorganização foi fundamental para garantir a sustentabilidade e a boa aplicação dos recursos públicos”, destacou.
Atualmente, o programa conta com 68 estabelecimentos habilitados, totalizando um valor global de R$ 32 milhões, distribuídos conforme os procedimentos contratualizados com cada unidade. Desses, 61 hospitais e clínicas já retomaram os atendimentos, enquanto sete unidades concluíram integralmente as metas previstas em contrato e permanecem temporariamente fora da retomada, por já terem executado todos os procedimentos pactuados.
Entre os hospitais que voltaram a atender estão o São Julião e o Adventista do Pênfigo, em Campo Grande, que não haviam atingido o valor total de seus contratos antes da suspensão. Ambos já receberam autorização para retomar integralmente as atividades até a execução completa dos recursos previstos.
A suspensão temporária do programa não afetou outros convênios e contratos com unidades de saúde, que continuaram funcionando normalmente durante o período de ajustes.
Além da retomada do MS Saúde, o Governo do Estado investe em ações complementares para ampliar o acesso a atendimentos especializados, com destaque para a área de oftalmologia. Foram destinados R$ 6 milhões em contratos firmados com o Hospital São Julião, o Hospital Municipal de Costa Rica e o Hospital SIAS, em Fátima do Sul, para ampliar a oferta de procedimentos oftalmológicos, incluindo atendimentos de retina e outras demandas de rotina.
O Hospital SIAS também recebeu um aporte adicional de R$ 1,4 milhão, destinado à realização de cirurgias de catarata, pterígio e Yag Laser, reforçando a rede oftalmológica estadual.
Outra iniciativa importante é o Cinturão de Ortopedia, criado para reduzir os gargalos nos atendimentos da especialidade. Desde julho, um aditivo contratual de R$ 9,6 milhões foi firmado com os hospitais de Aquidauana, Bataguassu, Coxim, Maracaju, Ribas do Rio Pardo e Sidrolândia para a realização de procedimentos de média complexidade em ortopedia, com vigência até dezembro.
Segundo Crhistinne Maymone, essas medidas refletem o compromisso do Governo em reduzir filas de espera e descentralizar o atendimento especializado. “Estamos fortalecendo a rede estadual com estratégias que garantem um serviço mais próximo e eficiente para a população. As ações em oftalmologia e ortopedia demonstram o esforço permanente em ampliar o acesso e reduzir desigualdades regionais”, afirmou.
Com previsão de inauguração em dezembro, o Hospital Regional de Dourados também vai ampliar significativamente a oferta de atendimentos especializados no interior, especialmente nas áreas de ortopedia e oftalmologia, fortalecendo a rede hospitalar e melhorando o atendimento à população da região Cone Sul.
A reestruturação do Programa MS Saúde integra o conjunto de ações adotadas pelo Governo do Estado para aprimorar a gestão pública, garantir a correta aplicação dos recursos e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde em Mato Grosso do Sul.

