A Justiça decidiu manter presa Maria Gabriela Pereira Cervante de Jesus, de 30 anos, acusada de maus-tratos contra uma cachorrinha da raça Shih-tzu, em Aquidauana. A prisão em flagrante efetuada pela Polícia Civil foi convertida em preventiva durante audiência de custódia.
O caso ganhou grande repercussão depois que imagens das agressões começaram a circular nas redes sociais. O vídeo mostra a mulher agredindo o animal, que é de pequeno porte, em diferentes momentos. Em uma das cenas, a cachorrinha é jogada com violência contra o chão. As imagens também registram chutes desferidos contra o animal.
A gravação provocou revolta entre moradores de Aquidauana e rapidamente passou a ser compartilhada, resultando em diversas denúncias encaminhadas às autoridades. A partir da repercussão do caso, a Polícia Civil realizou diligências para identificar e localizar a suspeita.
Após ser encontrada, Maria Gabriela foi presa em flagrante e conduzida à delegacia para os procedimentos legais. A cachorrinha foi resgatada e encaminhada para atendimento veterinário, onde passou por avaliação para verificar seu estado de saúde e eventuais consequências das agressões.
Com a formalização do flagrante, a mulher foi apresentada à Justiça em audiência de custódia. Após analisar as circunstâncias do caso, o magistrado decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva.
Na decisão, a Justiça considerou necessária a manutenção da prisão para garantia da ordem pública e destacou a gravidade concreta da conduta atribuída à investigada, especialmente diante da forma como as agressões teriam sido praticadas contra o animal.
A prisão preventiva não representa condenação antecipada. Maria Gabriela continuará respondendo ao processo e permanecerá presa enquanto a medida estiver em vigor, podendo a situação ser novamente analisada pela Justiça no decorrer do processo.
O caso provocou forte reação popular em Aquidauana, principalmente pela violência registrada nas imagens e pelo fato de a vítima ser um animal de pequeno porte e vulnerável. A ampla circulação do vídeo nas redes sociais foi determinante para que as agressões chegassem rapidamente ao conhecimento das autoridades.
A investigação prossegue para o esclarecimento das circunstâncias do caso e adoção das demais providências previstas em lei.

