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Laranja azeda de MS atrai investimento francês para produção de óleos essenciais

Tradicionalmente utilizada na produção da linguiça de Maracaju, a laranja azeda (Citrus aurantium) pode ganhar novos mercados e projeção internacional. A planta está no centro de um projeto de investimento de empresas francesas interessadas no potencial do agronegócio de Mato Grosso do Sul, especialmente no segmento de óleos essenciais voltados à aromaterapia.

O Laboratoire Altho pretende instalar no Estado uma unidade industrial para produção de óleos essenciais a partir das folhas da laranja azeda orgânica. Além de aproveitar a matéria-prima local, o projeto prevê a transferência de tecnologia, o que pode ampliar oportunidades de produção e geração de renda, principalmente para pequenos produtores rurais.

Segundo o CEO da empresa, Thomas Rostaing, a iniciativa busca inserir o Estado no mercado internacional de aromaterapia com produtos de alto valor agregado. “A fábrica será uma grande oportunidade para que pequenos produtores desenvolvam novos projetos, com novas culturas e produção voltadas a um mercado global exigente, com certificação orgânica e qualidade”, afirmou.

Agro sul-mato-grossense no radar internacional

O investimento faz parte de um movimento maior de aproximação entre empresas francesas e Mato Grosso do Sul. De acordo com o presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, o interesse estrangeiro tem se concentrado em cadeias produtivas com potencial de inovação, sustentabilidade e agregação de valor.

“Esses investimentos demonstram uma agenda alinhada à modernização do campo, com foco em produtividade e desenvolvimento sustentável”, destacou.

Além do setor de óleos essenciais, a suinocultura também está no radar. A Cooperl, maior cooperativa do segmento na França, com mais de 4,5 mil produtores associados e produção anual de cerca de 5 milhões de suínos, mantém negociações para possíveis investimentos no Estado.

Outro fator que reforça a atratividade da região é a Rota Bioceânica. O corredor logístico promete ligar o Centro-Oeste brasileiro aos portos do Pacífico, reduzindo distâncias até mercados asiáticos e impulsionando novos investimentos em áreas como processamento, armazenagem e logística.

Com esse cenário, Mato Grosso do Sul se consolida como um dos polos estratégicos para investimentos internacionais no agronegócio, ampliando sua participação em mercados globais e fortalecendo cadeias produtivas com maior valor agregado.

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