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Líderes do jogo do bicho, pai e irmão de Neno Razuk têm prisões mantidas pela Justiça

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve as prisões de integrantes apontados como líderes de uma organização criminosa investigada por explorar o jogo do bicho no Estado. Entre eles estão o pai e o irmão de Neno Razuk.

Os três são réus por, segundo a denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), integrarem o chamado “núcleo duro” da organização. Ao todo, 20 pessoas se tornaram rés na última fase da Operação Sucessione.

A organização é acusada de exploração ilegal do jogo do bicho, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e porte de armas em Campo Grande.

Sob relatoria do desembargador Jonas Hass Silva Júnior, o Tribunal rejeitou os argumentos das defesas de que não haveria provas da posição de liderança dos investigados ou de que os fatos apurados seriam antigos. Conforme o entendimento dos magistrados, a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública, interromper as atividades do grupo e evitar a continuidade das práticas criminosas.

No caso do patriarca da família, o ex-deputado Roberto Razuk, de 85 anos, a Justiça manteve a prisão domiciliar, sem uso de tornozeleira eletrônica, em razão da idade avançada e do estado de saúde debilitado. O colegiado destacou que a substituição da prisão preventiva pelo regime domiciliar ocorreu exclusivamente por motivos humanitários, ressaltando que permanecem válidos os fundamentos que justificaram a prisão.

A decisão também mantém restrições impostas ao ex-deputado, como a proibição de contatos, visitas não autorizadas e deslocamentos, com o objetivo de impedir a manutenção de vínculos operacionais com a organização investigada.

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