Ícone do site Jornal Notícias do Estado

Mais de 100 varas foram apreendidas em 45 dias de Operação Piracema no Rio Aquidauana

Mais de 200 varas foram apreendidas em 45 dias de operação (Foto: PMA)

Desde início da Operação Piracema 2024/2025, iniciada em novembro, a Polícia Militar Ambiental apreendeu mais de 200 varas de pescas, em regiões do Rio Aquidauana e da Bacia do Paraná. A ação tem acontecido em parceria com o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e a Polícia Militar Rural, atuando de forma integrada em várias regiões do Estado para preservar os recursos pesqueiros e garantir o cumprimento das leis ambientais.

Este ano, a operação conta com o apoio de tecnologias avançadas, como o georreferenciamento, que mapeia pontos estratégicos, e drones equipados com câmeras termais, usados principalmente nas áreas de maior incidência de pesca, incluindo regiões urbanas, como o município de Aquidauana.

A fiscalização tem se intensificado ao longo do período, mas a PMA destaca com preocupação o grande número de petrechos de pesca proibidos encontrados nas margens dos rios, em tablados de ranchos pesqueiros e em barrancos de propriedades privadas.

Somente na Bacia do Paraguai, no Rio de Aquidauana, já foram apreendidas mais de 100 varas de pesca, incluindo molinetes, carretilhas e caniços simples, em um período de 45 dias.

Além disso, na Bacia do Paraná, as equipes apreenderam 137 varas de pesca e outros equipamentos irregulares em áreas como as regiões entre a 5ª e a 7ª linha do município de Fátima do Sul.

A PMA acredita que essa situação seja resultado de confusão por parte de alguns pescadores sobre a legislação ambiental, especialmente no que se refere à permissão para a pesca de subsistência.

De acordo com a Lei nº 11.959, de 29 de junho de 2009, a pesca de subsistência é permitida apenas para pescadores ribeirinhos, que são aqueles que vivem em áreas de difícil acesso e praticam a pesca com fins exclusivamente para consumo doméstico ou troca, sem fins lucrativos. Para esses pescadores, é permitido o uso de petrechos específicos, conforme definido pela legislação.

No entanto, para quem não se enquadra nesse perfil de pescador ribeirinho, a pesca continua proibida durante o período de piracema, especialmente no defeso, quando a reprodução dos peixes ocorre.

A PMA reforça que o descumprimento das regras pode resultar em severas penalidades, tanto administrativas quanto criminais, alertando que a prática ilegal da pesca compromete a sustentabilidade dos recursos naturais e a conservação da ictiofauna local.

A preservação do período de piracema é fundamental para garantir a continuidade das espécies de peixes e a saúde dos ecossistemas aquáticos no estado. A operação visa, portanto, assegurar que os pescadores cumpram as normas estabelecidas e que o equilíbrio ambiental seja mantido, promovendo o desenvolvimento sustentável e a proteção da biodiversidade.

A PMA, por fim, orienta a população a evitar qualquer prática ilícita e a contribuir com o respeito às regras, para que o patrimônio natural do estado seja preservado para as futuras gerações.

Sair da versão mobile