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MEC define novas regras para EAD: cursos não poderão ser 100% on-line e áreas da saúde exigirão presença física

O Ministério da Educação (MEC) assinou o decreto que estabelece a Nova Política de Educação à Distância (EAD) no ensino superior, após quase um ano de atrasos. A medida visa conter a expansão descontrolada dos cursos on-line e regular melhor sua oferta. A principal mudança é que nenhum curso poderá ser totalmente EAD — ao menos 20% da carga horária deverá ser presencial ou realizada em formato síncrono (ao vivo). As provas deverão ser presenciais.

Cursos como Medicina, Direito, Odontologia, Enfermagem e Psicologia só poderão ser oferecidos presencialmente. Os demais, como licenciaturas e outras áreas da saúde, poderão adotar o novo modelo semipresencial, que exige atividades práticas presenciais (como estágios e laboratórios).

Além disso, os polos de EAD precisarão cumprir requisitos mínimos de estrutura e tecnologia. A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) considerou o decreto positivo, mas aguarda o texto completo para avaliar possíveis medidas jurídicas, caso identifique problemas legais ou operacionais.

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