O mel produzido no bioma pantaneiro é um alimento cada vez mais valorizado no mercado. Além de seu sabor único, ele é reconhecido por suas propriedades medicinais, sendo uma fonte natural de vitaminas e minerais. Para os apicultores da região, o mel do Pantanal representa uma grande oportunidade de negócio e uma alternativa sustentável de geração de renda.
O Mel do Pantanal é um produto tão único que passou a integrar a lista dos 100 produtos brasileiros que possuem certificação de IG (Identificação Geográfica), registrado e emitido pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). Esse registro é conferido a produtos ou serviços característicos do seu local de origem, com identidade própria. A certificação ocorreu em 2015 e foi o primeiro mel no Brasil a ganhar o selo.
O alimento, produzido em conformidade com a preservação ambiental, também abre novas possibilidades para os produtores – neste caso, para os apicultores da região e comunidades pantaneiras.
Esse é o caso da Alespana (Associação Leste Pantaneira de Apicultores). Hoje, a entidade conta com 32 associados de Aquidauana, Anastácio, Campo Grande, Dois Irmãos do Buriti, Miranda, Nioaque e Terenos. Para a presidente da Alespana e apicultora, Maria Silvana Veiga Silveira, o mel do Pantanal representa um aumento de renda. Hoje, segundo ela, a produção média é de 120 toneladas/ano na região de abrangência da associação. “Ao iniciar nessa atividade, para muitos produtores, ela não só melhora o poder aquisitivo, mas também agrega valores. A gente enxerga um potencial amplo de estabilidade na venda do produto e espera melhores lucros no futuro”, comentou.
Conforme o apicultor Márcio César Seixas, do município de Aquidauana, com mais de 25 anos de contato com a apicultura, essa é uma atividade agropecuária que não demanda muito investimento e é acessível tanto para produtores rurais quanto para aqueles sem propriedade, sendo um gerador de renda e receita para a localidade.
“A relevância do mel do Pantanal está em sua diferenciação em relação aos outros méis do Brasil, devido à sua região de origem, com pouca lavoura e floresta plantada nas proximidades. Além disso, sua cristalização é mais lenta devido à floração específica da região. O mel do Pantanal também está ligado à preservação, já que para sua produção é necessária uma região preservada com qualidade de água e matas ainda presentes na região”, disse Seixas, também sócio da Alespana e membro da Cofenal, que hoje é denominada Associação dos Apicultores Mel do Pantanal.
Fonte: CAMPO GRANDE NEWS

