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Morto em ação da PM em Aquidauana era sobrinho de feminicida e tinha tatuagem de Pablo Escobar

Julio César, feminicida e matador, é tio de Juan Talles, morto em ação da PM (Reprodução/Redes Sociais)

Juan Thalles Miranda dos Santos, 24 anos, morto em ação da Polícia Militar na última sexta-feira (06) em Aquidauana, além de ter um histórico criminal, é sobrinho de outro criminoso: Júlio César Miranda dos Santos, 40 anos, feminicida condenado que matou a tiros sua ex-esposa Adriana Pereira, na cidade de Anastácio em julho do ano passado. Mesmo estando em outro relacionamento, ele perseguia e ameaçava a vítima, com quem tem uma filha.

Júlio César também é autor do homicídio que vitimou o jovem Willian Ferreira dos Santos, de 28 anos, morto na noite do dia 24 de março de 2023, 4 meses antes de assassinar Adriana. Ele foi executado por engano por Júlio César, que havia armado uma tocaia, sendo alvejado com quatro tiros, perto da meia-noite, enquanto pilotava sua motocicleta, com a esposa na garupa.

A motivação que resultou na morte, por engano, de William, está relacionada a um desentendimento entre o feminicida e o verdadeiro alvo, envolvendo um histórico amoroso com a mulher do alvo. Ambos tinham se prometido vingança, culminando na trágica morte de William Ferreira dos Santos.

Júlio César já está preso pelo crime de feminicídio, pelo qual foi condenado a 24 anos em novembro do ano passado durante júri popular na Comarca de Anastácio. Pela morte de William, ele foi indiciado pela Polícia Civil do município por homicídio qualificado por traição e emboscada.

O matador utilizou a mesma arma nos dois crimes.

Já Juan Thalles colecionava passagens por tráfico de drogas, sequestro e cárcere privado, este último manteve uma ex-namorada trancada em uma quitinete. Ele foi resgatada pela Polícia Militar após denúncia e o homem preso em flagrante. Na ação policial que resultou na morte do suspeito, segundo fontes da Inteligência da Segurança Pública do JNE, a intenção dos criminosos em estar na chácara no distrito de Cipolândia, seria para passar um carregamento de droga, no mesmo modus operandi de outubro de 2023 -onde foram apreendidos 6 toneladas de maconha -, já que a associação criminosa teve um grande prejuízo, inclusive mesmo final de semana da tradicional festa ‘Pantaneta’, que terá início na próxima sexta-feira.

O criminoso ainda ostentava uma tatuagem de Pablo Escobar, traficante e narcoterrorista colombiano que foi o fundador e único líder do Cartel de Medellín.

Testemunhas contaram que o grupo no qual Juan Talles fazia parte, dava tiros constantemente no local, amedrontando vizinhos das propriedades vizinhas. Além de tabletes de maconha e armas, foram apreendidos 9 aparelhos celulares, que ajudarão na conclusão da investigação do caso.

Além de Juan Talles, Leonardo de Lima Medeiros, 28 anos e Lucas de Moura Escobar, 29 anos, conhecido como “jacaré” também foram mortos na ação. Jacaré era foragido da Justiça e estava utilizando nome falso de “Ramon”. Ele foi alvo de operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), por ligação ao tráfico de drogas.

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