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MP usou servidores infiltrados para investigar Blaze e Virginia Fonseca

CPI das BETS (CPIBETS) realiza reunião para ouvir depoimento de testemunhas. A comissão tem a finalidade de investigar, no prazo de cento e trinta dias, a crescente influência dos jogos virtuais de apostas online no orçamento das famílias brasileiras, além da possível associação com organizações criminosas envolvidas em práticas de lavagem de dinheiro, bem como o uso de influenciadores digitais na promoção e divulgação dessas atividades. Mesa: apresentadora, influenciadora e empresária Virginia Pimenta da Fonseca Serrão Costa. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Servidores do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) atuaram de forma disfarçada entre clientes da plataforma de apostas Blaze para reunir provas que embasam a ação civil pública movida contra a empresa e a influenciadora Virginia Fonseca.

O processo, com 855 páginas, detalha que os investigadores se cadastraram na plataforma para monitorar as estratégias de marketing utilizadas pela casa de apostas. Durante a apuração, foram coletados e-mails promocionais enviados pela Blaze, preservando a cadeia de custódia digital das provas, incluindo remetentes, destinatários, datas, horários e o conteúdo integral das mensagens.

Segundo o promotor Paulo Binicheski, responsável pela ação, o objetivo foi comprovar como a empresa se comunica com seus usuários e incentiva a realização de apostas. Para o MP, os documentos demonstram que a Blaze adota uma estratégia sistemática de envio de mensagens com linguagem persuasiva, criando senso de urgência e oferecendo benefícios para estimular novas apostas.

As provas coletadas fazem parte da ação apresentada pelo Ministério Público contra a Blaze e Virginia Fonseca, que busca responsabilizar os envolvidos por supostas práticas consideradas prejudiciais aos consumidores. A influenciadora e a plataforma ainda poderão apresentar defesa no processo.

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