Três propriedades rurais são alvo de inquéritos civis que apuram possíveis danos ambientais, incluindo intervenções em áreas protegidas e às margens de uma lagoa ligada ao Rio Taboco.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou três inquéritos civis para investigar possíveis irregularidades ambientais em propriedades rurais de Bonito e Aquidauana. As apurações envolvem supressão de vegetação nativa e possíveis danos a áreas ambientalmente protegidas.
Os editais referentes aos procedimentos foram publicados nesta segunda-feira (19), com base em documentos de fiscalização, autos de infração e outros registros relacionados às ocorrências.
Dois casos são investigados em Bonito
Em Bonito, as investigações envolvem duas propriedades rurais.
Na Fazenda Monte Castelo, o procedimento apura a supressão de 3,814 hectares de vegetação nativa. Desse total, 0,112 hectare estaria localizado em Área de Preservação Permanente (APP), espaço protegido por lei devido à sua importância para a conservação dos recursos naturais.
Já na Fazenda 20 de Julho, a apuração abrange a retirada de 10,32 hectares de vegetação nativa, além de 0,36 hectare em área de Reserva Legal.
Nos dois casos, os documentos mencionam ausência de autorização ambiental, autos de infração, embargos e relatórios de fiscalização. O objetivo é esclarecer as circunstâncias das ocorrências e verificar eventuais responsabilidades.
Investigação também envolve área em Aquidauana
Em Aquidauana, o caso está relacionado à Chácara Três Irmãos, localizada no distrito de Cipolândia.
O MPMS apura uma possível degradação da vegetação nativa às margens de uma lagoa natural conectada ao leito do Rio Taboco. A investigação teve como base um relatório elaborado pela Polícia Militar Ambiental.
Até o momento, não foi divulgada a extensão da área afetada.
Inquéritos buscam esclarecer possíveis irregularidades
Os três procedimentos permanecem em fase de investigação. A instauração dos inquéritos civis permite ao Ministério Público reunir documentos, solicitar informações e apurar as circunstâncias dos fatos.
A abertura das investigações não significa que os responsáveis tenham sido condenados ou que as irregularidades estejam definitivamente comprovadas. A eventual responsabilização dependerá dos elementos reunidos durante a apuração.
Os casos reforçam a importância da fiscalização ambiental e da preservação da vegetação nativa, especialmente em áreas protegidas e regiões de relevância ecológica.

