Campo Grande sediou, nesta quinta (4) e sexta-feira (5), o 3º Encontro Nacional das Casas da Mulher Brasileira, reunindo gestoras de vários estados, representantes do Governo Federal, do sistema de justiça, da segurança pública e equipes técnicas. O objetivo foi fortalecer ações de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores.
Durante o encontro, autoridades reforçaram que a violência contra as mulheres continua sendo um problema estrutural no país e que exige respostas rápidas e integradas. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que o enfrentamento é responsabilidade de toda a sociedade e que cada caso de feminicídio representa um alerta para ações mais firmes.
Um dos pontos destacados foi a agilidade no cumprimento das medidas protetivas, que em Mato Grosso do Sul já podem ser executadas de forma imediata por policiais, sem a necessidade de aguardar oficial de justiça, o que amplia a proteção às vítimas em situação de risco.
Ao longo dos dois dias, foram debatidos temas como:
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funcionamento das Casas da Mulher Brasileira no país,
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atendimento a mulheres LBTI,
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análise de dados sobre violência,
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autonomia econômica das mulheres,
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inclusão da perspectiva racial no atendimento.
O encontro também serviu para troca de experiências entre estados e construção de estratégias conjuntas para melhorar o atendimento às mulheres em situação de violência. A coordenação estadual da Casa da Mulher Brasileira destacou o compromisso das equipes em seguir atuando no acolhimento das vítimas e no combate aos agressores.
A violência contra as mulheres segue como um desafio nacional, e os debates realizados em Campo Grande buscam tornar as políticas públicas mais eficientes e integradas em todo o país.

