Thainara Kaufmann Firmino (21), mulher que torturava o próprio filho de 3 anos, o deixando em condições severas de desnutrição e desidratação, na cidade de Anastácio, foi presa novamente nesta quinta-feira (06) por determinação judicial. Ela também está proibida de se aproximar da criança.
Segundo informações, o pedido foi feito pela delegada de Anastácio Tatiana Zyngier e Silva. A Polícia Civil já havia pedido medida protetiva para que a mulher não se aproxime mais do filho. a Justiça decidiu por determinar que a criança fique em uma unidade de acolhimento do município assim que receber alta. Também há proibição da mãe ou de qualquer familiar visitar a criança.
A Polícia Civil também está apurando se outras pessoas foram negligentes nos cuidados com a criança. No momento, o menino está acompanhado de uma assistente social no Hospital Regional em Campo Grande, onde recebe os cuidados necessários.
Thainara já havia sido presa pela Polícia Militar na noite de segunda-feira (03) em Anastácio, após levar seu filho de apenas 3 anos ao Hospital com sinais claros de maus-tratos e desnutrição.
Segundo informações, a mulher chegou na Unidade com a criança apresentando feridas pela cabeça, lesão no queixo, nos braços e por toda a região do abdome, com sinais de desnutrição e desidratação. Questionada sobre aquela situação, contou que estava trabalhando em uma fazenda e que o filho estava sob os cuidados da sobra, e quando chegou, viu a criança naquelas condições.
O Conselho Tutelar e a Polícia Militar foram acionados e em contato com a sogra de Thainara, esta negou o fato, disse que quem batia na criança era a própria mãe e que eles moravam com ela. Já a “genitora” do menino começou a se contradizer, dizendo que a irmã quem espancava a criança. A irmã então comprovou através de vídeo que quem de fato judiava da criança era a própria mãe.
A criança precisou ser encaminhada com urgência vaga zero para Hospital de Referência na Capital.
O que mais revoltou as equipes que atenderam esta ocorrência é que, muita gente presenciava essas agressões, mas ninguém tomava providências. Até amarrada a criança ficava. A Polícia Militar também se deparou com um ambiente insalubre e com pessoas totalmente alcoolizadas.

