Ícone do site Jornal Notícias do Estado

“Não troco Aquidauana nem pela França”, diz matriarca da família Suleiman

De 1956 até 2017, são 61 anos de história da família Suleiman no município de Aquidauana. O patriarca da família, Muhamad Suleiman, por conta dos conflitos veio em agosto do referido ano para consolidar comércio no Brasil, e a matriarca, Zakiha, ficou na Palestina, com um filho pequeno, vindo acompanhar o marido em 1958. O JNE bateu um papo com dona Zakiha, hoje com 80 anos, seo Muhamad faleceu aproximadamente 30 anos, deixando o legado e sete filhos para a esposa tomar conta.

“Eu não troco Aquidauana nem pela França. Adoro essa terra, problema tem em todo o lugar, aqui firmei meu comércio, formei meus sete filhos, eram dez, mas perdi três. Hoje estão todos encaminhados, exercendo suas profissões, e perto de mim tenho dois, Fauzi e Ibrahim, que me ajudam administrar o comércio da família”, contou.

Dona Zakiha conta que a casa sempre foi cheia, mesmo com os filhos estudando fora, sempre foram rodeados de amigos, festas de aniversários tanto deles quanto dos netos. “Uma das minhas netas, teve aquele sonho de toda adolescente de ir pra Disney. Nos 15 anos dela, nós proporcionamos essa viagem, mas ela fez questão de ter uma festa tradicional da nossa descendência, foi lindo, organizei tudo, como a tradição manda”, contou orgulhosa.

A matriarca fez questão de mencionar que teve duas funcionárias em casa apenas. A primeira ajudou a cuidar dos filhos e aposentou trabalhando para a família e a outra está com ela até hoje. De tantas histórias ao longo de nossa conversa, uma interessante foi sobre o casamento de seu filho Fauzi com a Selma.

“Eles se conheceram aqui nas redondezas, namoraram certinho, mas o casamento foi ao modo tradicional da família”. Com figurino, adereços, músicas e cerimônia árabe, mantendo a origem da família, o casamento está sólido até hoje. “Eu e minha nora Selma nunca nos desentendemos, eles moram comigo e nos respeitamos”, frizou.

Aquidauana cresceu, o comércio expandiu, mas dona Zakiha pode ser considerada uma comerciante pulso firme, pois mesmo com o falecimento de seo Muhamad,  a loja da família Suleiman continua forte  mais de seis décadas na área central do município. Mesmo com vários endereços, a Casa Branca se destaca entre várias franquias e nas mãos dos herdeiros, não fechará as portas tão cedo.

Sair da versão mobile