Após denúncia anônima, uma rinha de galo que funcionava na chácara Vô Aldo, no Jardim do Veraneio em Campo Grande, foi fechada na tarde deste sábado (28) em ação conjunta da Polícia Militar Ambiental com policiais militares do 9° Batalhão. No momento da ação policial, estavam no local apostadores e espectadores, várias pessoas fugiram, porém, 21 foram detidas. Eurimar Godin Souza, 41 anos, foi identificado como responsável pela rinha que, segundo ele, funciona regularmente há vários meses.
Os policiais verificaram no local a prática de rinha e foram apreendidos 60 galos domésticos da espécie galo-índio e 90 gaiolas. Ainda foram apreendidas esporas artificiais, remédios, seringas, capas para transporte dos galos, duas arenas (rebolo), onde eram colocadas as aves para brigar, várias esporas e biqueiras artificiais e 90 gaiolas, onde são mantidos os animais. As gaiolas de madeira são apertadas com restrição de movimentos, privação de luz solar e circulação aérea inadequada, o que, por si só, caracteriza maus-tratos.
Foram resgatados 60 galos em situação deplorável, alguns gravemente feridos, muitos deles mutilados em razão dos acessórios pontiagudos utilizados durante as lutas. Os animais apresentavam diversos ferimentos na crista e peito e com as esporas cortadas, sinais característicos de emprego dos animais em rinhas.
Os 21 infratores, residentes em Campo Grande, foram conduzidos à delegacia de Polícia Civil e responderão por crime ambiental de maus-tratos a animais. A PMA confeccionou autos de infração e aplicou multa de R$ 30.000,00 contra cada infrator, perfazendo R$ 630.000,00.
Os galos e as gaiolas ficaram sob responsabilidade do proprietário da rinha, devido a falta de local adequado para serem levados. O fiel depositário precisa manter tudo como está, sob pena de prisão.
Fotos: Divulgação/PMA

