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Prefeitura de Limeira interdita acessos à Ponte do Esqueleto após acidente fatal

A Prefeitura de Limeira intensificou as medidas de segurança na área da Ponte do Esqueleto nesta quarta-feira com o fechamento de acessos irregulares e a execução de intervenções emergenciais de bloqueio. O Executivo municipal informou que foi acionado pelo governo federal para prestar apoio técnico na interdição do local, cujo ingresso configura crime por se tratar de uma área restrita e sem autorização para visitação pública. As obras estruturais permanentes e definitivas, como a construção de muros de contenção e a manutenção de valetas de isolamento, continuam sob a responsabilidade jurídica e operacional da União.

A iniciativa de bloqueio foi adotada em decorrência da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no último sábado, dia 13 de junho. A jovem faleceu após sofrer uma queda de aproximadamente 40 metros de altura ao realizar um salto de rope jump — modalidade de salto em queda livre a partir de estruturas elevadas — sem que os equipamentos de segurança estivessem devidamente acoplados ao seu corpo. De acordo com as investigações preliminares, a vítima foi projetada ao vazio por instrutores vinculados a uma empresa privada que operava clandestinamente no local.

Diante do ocorrido, a Secretaria do Patrimônio da União, órgão vinculado ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, iniciou tratativas com as gestões municipais da região para avaliar a demolição definitiva da estrutura. A ponte está localizada no limite territorial entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. Em nota oficial, a SPU ressaltou que a incorporação do imóvel ao patrimônio federal foi formalizada em maio deste ano e enfatizou que nenhuma licença ou autorização para atividades esportivas e comerciais foi emitida pela autarquia.

Em reunião de alinhamento realizada na última segunda-feira, que reuniu representantes da SPU, da Advocacia-Geral da União, a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, e o prefeito de Limeira, Murilo Félix, as administrações locais manifestaram apoio unânime à desconstrução imediata da estrutura. Os gestores municipais ressaltaram que o complexo abandonado atrai visitantes e oferece riscos severos à integridade pública há anos. O prefeito de Limeira reportou ainda que valas de contenção cavadas anteriormente pelo município para impedir o tráfego de veículos haviam sido aterradas de forma clandestina por terceiros sem o conhecimento da administração pública.

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