A ré saiu do banheiro e tentou levar a filha dela embora da casa, mas foi impedida pela avó da criança. “Eu falei ‘mãe, sai da minha frente’, mas ele já veio de toalha parecendo um louco, gritando e me xingando”. O marido de Caroline pediu para ele ficar calmo, mas Salomão teria entrado em vias de fato com o genro.

“Nessa hora eu pensei nas tantas vezes que ele tinha me ameaçado e corri para dentro. Ele largou meu marido e foi atrás de mim”, relata. Por medo de matá-la, foi até a cozinha e pegou a faca. Então, desferiu os golpes nele.

Em depoimento à Polícia, a mãe da autora disse que desconhecia os estupros cometidos pelo marido contra a filha, e o marido da autora disse ter visto uma primeira discussão entre a esposa e Salomão.

Perdeu o bebê

Na época do crime, Karolina estava grávida de três meses. Salomão, inclusive, dizia que era pai da criança. “Ele beijava minha barriga dizendo que era o pai e eu falava que ele estava louco e era para parar com isso”.

Após matar o padrasto, a enteada ficou no local do crime e pediu para a Polícia ser acionada porque “não queria essa situação”. Ela foi presa em flagrante e levada para o presídio ainda grávida.

Contudo, conta que sentia dores fortes na barriga, mas foi ignorada na cadeia. “Eu perdi meu filho no banheiro, caiu dentro do vaso”, disse aos prantos. Foi somente após o aborto que recebeu atendimento médico para expelir a placenta, que já estava no útero.

*Com informações do Midiamax