Três anos após o maior incêndio já registrado no Pantanal, a natureza mostra toda sua força resiliente para restaurar o bioma. Na região da Serra do Amolar, onde 97% da área foi queimada, a ação do IHP (Instituto do Homem Pantaneiro) com vários parceiros garantiu o plantio de 25 mil mudas que agora serão monitoradas nos próximos 15 meses.
Desde outubro de 2022, começou a recuperação de 30 hectares na RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) Acurizal, com 15 hectares de plantio de 25 mil mudas e outros 15 hectares por meio de regeneração natural.
Nos próximos 15 meses, a Brigada Alto Pantanal e parceiros irão monitorar o desenvolvimento das mudas para garantir a recuperação do local. Esta é a última fase planejada em 2021, pela equipe que iniciou o projeto de mitigação dos efeitos dos incêndios florestais na região da Serra do Amolar.
O plantio só foi possível com a aprovação do projeto do Instituto através da Chamada de Projetos 01/2021, do Funbio (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade), e do Projeto GEF Terrestre (Estratégias de Conservação, Restauração e Manejo para a biodiversidade da Caatinga, Pampa e Pantanal).
“A escolha das áreas a serem recuperadas levou em conta o potencial de regeneração local, ou seja, qual o potencial que as áreas têm de se recuperar sozinhas após o fogo”, explicou a coordenadora do projeto de recuperação e integrante da equipe do IHP, Angélica Guerra.
O custo global do projeto é de R$ 2,8 milhões, onde parte dos recursos é do GEF Terrestre e o IHP tem contrapartida. Além da recuperação das áreas degradadas, o projeto envolve o apoio de instituições de pesquisa para mitigar e prevenir novos incêndios florestais na região.
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