A falta de insumos na rede pública de Saúde de Campo Grande vem exigindo criatividade dos servidores. Sem o material correto para descarte dos perfurocortantes, as seringas estão sendo guardadas à base do improviso, segundo informações do site de notícias Campo Grande News.
No CRS Aero Rancho (Centro Regional de Saúde), as seringas foram descartadas num frasco de detergente de sete litros. Na UPA Leblon (Unidade de Pronto Atendimento Comunitário), os perfurocortantes estão acondicionados numa embalagem plástica, inclusive com agulha que já furou o plástico.
Um galão é o “descartex” na UPA Moreninhas. Na UPA Santa Mônica, uma caixa de papelão é usada pelos servidores.
Presidente do Sinte/PMCG (Sindicato dos Trabalhadores Públicos em Enfermagem do Município de Campo Grande), Ângelo Macedo, destaca o risco de contaminação dos trabalhadores, diante da forma improvisada de descarte das agulhas e seringas.
“Veja a situação que os profissionais são obrigados a enfrentarem e o risco à integridade física. Estamos entregues ao descaso”, diz Macedo. O coletor de material perfurocortante adequado custa R$ 3,99, conforme divulgado na internet.
A reportagem solicitou informações à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e aguarda retorno.

