Aquidauana inicia a semana sob forte calor e baixa umidade do ar, mas a previsão indica rápidas mudanças nos próximos dias. Nesta segunda-feira (18), os termômetros variam entre 21 °C e 36 °C, sem previsão de chuva. Na terça-feira (19), a mínima sobe para 23 °C e a máxima chega a 37 °C, com possibilidade de pancadas isoladas durante a noite, embora em volume baixo. O alívio mais significativo deve ocorrer na quarta-feira (20), quando a mínima será de 19 °C e a máxima de 27 °C, com previsão de pancadas de chuva pela manhã, aumento de nuvens à tarde e tempo firme novamente à noite. Apesar da instabilidade, não há previsão de novas chuvas até o fim do mês, prolongando o cenário de estiagem.
Um sistema de baixa pressão vindo do Sul do Paraguai chega ao Estado nesta segunda-feira, trazendo instabilidades principalmente a partir da terça-feira no Sul, Sudoeste e Centro de Mato Grosso do Sul, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Mesmo assim, as temperaturas seguem elevadas e o retorno do tempo seco é esperado logo em seguida.
Na região pantaneira, Aquidauana aparece entre os locais mais críticos, com máximas próximas de 39 °C ao longo da semana e umidade relativa do ar chegando a apenas 15%, índice bem abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que orienta níveis entre 40% e 70%. Em Campo Grande, a máxima do domingo (17) foi de 32 °C, com umidade mínima de 20%. A Capital chegou a figurar entre as cidades mais quentes do Brasil e liderou o ranking nacional de menor umidade relativa, atingindo apenas 17%. Já em Porto Murtinho, as temperaturas chegaram aos 39 °C, confirmando a onda de calor que atinge o Estado.
Diante deste cenário, especialistas reforçam a importância de cuidados básicos para reduzir os impactos do clima seco, como beber bastante água, manter a pele hidratada, utilizar umidificadores ou recipientes com água nos ambientes, evitar atividades físicas nos horários mais quentes e usar colírios ou soro fisiológico nos olhos e nariz. Crianças e idosos exigem atenção especial, pois são os mais vulneráveis. As autoridades ainda alertam para a necessidade de evitar queimadas, que se espalham rapidamente neste período de estiagem, aumentando os riscos de incêndios florestais e urbanos.

