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Suspeito de estuprar e matar o menino Kauan é transferido para o presídio

Deivid Almeida Lopes de 38 anos, suspeito de estuprar e matar o menino Kauan Andrade Soares dos Santos, 9, cujo corpo está desaparecido há mais de um mês, preferiu ficar em silêncio em seu depoimento formal prestado entre a manhã e tarde desta quarta-feira (26) na Depca (Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente).

Ele foi indiciado formalmente por seis estupros e segundo o delegado Fábio Sampaio, é investigado formalmente em mais dois casos, além de indiciado por abuso de vulnerável, homicídio qualificado e ocultação de cadáver de Kauan.

Acompanhado do irmão e do advogado, Alessandro Farias Rospide, o acusado disse que se pronunciará sobre as acusações somente quando o caso for remetido à Justiça. “Não conversei diretamente com ele (suspeito)”, disse o defensor.

O advogado de Lopes disse à imprensa que o irmão dele resolveu acompanhar o encerramento do inquérito por se tratar “de uma situação complicada para toda a família.”

“A exposição vai ter destruir a vida dele de qualquer jeito se ele for inocentado. Mas se for culpado que pague pelo que fez”, disse Rospide aos jornais. O suspeito já foi professor tanto em escolas estaduais quanto da prefeitura.

A polícia, agora, seguirá a investigação do assassinato de Kauan. Um adolescente de 14 anos denuncia que o menino foi morto durante estupro na casa do homem, no bairro Coophavila (zona sul).

Deivid foi transferido na manhã desta quinta-feira (27) da carceragem da Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos) para o Instituto Penal de Campo Grande, no Jardim Noroeste (zona oeste), em ala específica para autores de crimes sexuais.

Kauan teria morrido por asfixia ainda no dia 25 de junho, data do desaparecimento, e o corpo atirado no rio, já na madrugada do dia 26. Na casa, a aplicação de luminol revelou marcas de sangue no quarto, onde o adolescente indicou que aconteceu o crime.

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