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Últimas 72 horas expõem cenário alarmante de violência contra a mulher em MS

Os episódios de violência registrados nas últimas 72 horas em Mato Grosso do Sul voltaram a expor um cenário preocupante de agressões contra mulheres no Estado. Em diferentes municípios, casos graves vieram à tona, envolvendo denúncias de violência doméstica, morte de mulher sob investigação e mais um feminicídio, reforçando o alerta sobre a necessidade de respostas rápidas das autoridades e medidas efetivas de proteção às vítimas.

Mais um feminicídio eleva número de mortes no Estado

Enquanto outros casos de violência seguem sendo investigados, um novo feminicídio registrado no Estado elevou para sete o número de mulheres assassinadas em Mato Grosso do Sul em 2026.

A vítima foi identificada como Ereni Benites, de 44 anos, encontrada morta após um incêndio que atingiu sua residência durante a madrugada de domingo (8).

De acordo com a Polícia Civil, equipes foram acionadas por volta da 1h da madrugada após o fogo atingir a casa da mulher. Diante da possibilidade de haver vítimas no local, foram mobilizados a Perícia Criminal e o Instituto Médico Legal (IML), que confirmaram a morte da vítima no interior da residência.

Horas antes do crime, no sábado (7), Ereni havia participado de uma confraternização com familiares e conhecidos, onde também estava o ex-companheiro, Juares Fernandes, de 52 anos. O casal estava separado havia cerca de quatro anos, mas, segundo as investigações, o homem ainda tentava reatar o relacionamento.

Durante o encontro, conforme relato do delegado Sidney Pinheiro, o suspeito demonstrou emoções intensas ao falar sobre o relacionamento com a vítima. Em determinado momento, Ereni deixou o local e, pouco depois, o ex-companheiro também saiu.

Cerca de 20 minutos depois, o incêndio foi registrado na residência da mulher.

Durante o andamento das investigações, Juares passou a ser considerado o principal suspeito e foi preso na tarde de domingo (8). Segundo a polícia, o homem levantou suspeitas após comemorar o incêndio que matou a ex-companheira.

O crime ocorreu no município de Paranhos, na região sul do Estado.

Caso em Anastácio também mobiliza investigação

Ainda nesse cenário de violência contra mulheres, a morte de Leise Aparecida Cruz, de 41 anos, registrada no último sábado em Anastácio, também mobilizou a Polícia Civil. A vítima foi encontrada sem vida dentro de uma residência, e o caso foi inicialmente comunicado pelo companheiro, que relatou ter localizado a mulher já sem sinais vitais ao retornar para casa durante a noite.

A ocorrência foi atendida pela Delegacia de Polícia Civil de Anastácio com apoio da Seção de Investigações Gerais (SIG) da 1ª Delegacia de Aquidauana, com acompanhamento da perícia criminal. As circunstâncias da morte foram investigadas e o caso acabou esclarecido pelas autoridades.

Denúncia envolvendo oficial da PM também é investigada

Na mesma região, uma denúncia envolvendo um capitão da Polícia Militar também passou a ser investigada após relatos de violência doméstica contra a esposa e contra a própria mãe do oficial, uma idosa doente e com fratura no fêmur.

De acordo com informações apuradas pela reportagem, a situação veio à tona após profissionais de saúde que acompanhavam a idosa formalizarem uma denúncia, ao identificarem indícios de agressão.

A partir da repercussão do caso, a esposa do militar também conseguiu acesso à rede de proteção, após relatar episódios de violência doméstica.

Atualmente, ela estaria amparada por medida protetiva concedida pela Justiça e teria sido acolhida pela rede de proteção à mulher, incluindo atendimento do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), sendo encaminhada para um local seguro.

O caso segue em apuração pelas autoridades competentes.

Alerta para a escalada da violência

Com o feminicídio registrado em Paranhos, Mato Grosso do Sul chega ao sétimo caso de feminicídio em 2026, ampliando o alerta sobre a violência contra mulheres no Estado.

Especialistas apontam que episódios recentes demonstram que a violência de gênero continua presente em diferentes contextos, desde relações familiares até situações envolvendo agentes públicos.

Diante desse cenário, cresce a cobrança para que instituições, autoridades e sociedade reforcem os mecanismos de prevenção, proteção e responsabilização, evitando que novos casos de violência continuem a se repetir.

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